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postado por Débora Castilho em Quarta-feira, 22 de Abril de 2015

Em outubro de 2014, o Plano de Ação para a Prevenção da Obesidade em Crianças e Adolescentes foi aprovado pelo 53º Conselho Diretor da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), e foi disponibilizado inicialmente nas versões em inglês e espanhol e agora no ano de 2015 o documento foi traduzido para a língua portuguesa.

O objetivo geral do plano de ação é prevenir o aumento da obesidade em crianças e adolescentes, atuando principalmente na promoção da alimentação saudável e no estimulo à prática de atividade física.

O plano de ação propõe cinco estratégias com intuito de parar o crescimento da epidemia da obesidade em crianças e adolescentes nas Américas:

  1. Proteção, promoção e apoio ao aleitamento materno e melhoria da prática da alimentação complementar;
  2. Promoção da alimentação saudável e prática de atividade física no ambiente escolar;
  3. Regulamentação da publicidade de alimentos;
  4. Estímulo às ações intersetoriais de promoção da saúde;
  5. Vigilância, pesquisa e avaliação.  
 
plano de ação
 

A obesidade em crianças e adolescentes alcançou proporções epidêmicas nas Américas. Mesmo que as causas dessa epidemia sejam complexas e seja preciso contar com mais pesquisas, muito se sabe sobre as consequências da obesidade infantil e as ações necessárias para impedi-la. 

O Plano de ação traz diversas justificativas para a prevenção da obesidade em crianças e adolescentes, dentre elas estão que:

- A amamentação materna pode reduzir a prevalência de sobrepeso e obesidade em cerca de 10%.  O aleitamento materno também pode ajudar as mães a perder peso mais rapidamente após a gravidez;

- Quanto mais cedo o indivíduo fica com sobrepeso ou obeso, maior é o seu risco de permanecer com sobrepeso ou obeso com o avançar da idade;

- A obesidade tem consequências adversas para a saúde em idade precoce, pois aumenta o risco de asma, diabetes tipo 2, apneia do sono e doenças cardiovasculares. Essas doenças, por sua vez, afetam o crescimento e o desenvolvimento psicossocial durante a adolescência e, posteriormente, comprometem a qualidade de vida e a longevidade;

- Como os hábitos alimentares são constituídos na infância, a promoção e consumo de produtos energéticos com poucos nutrientes, bebidas açucaradas e fast foods na infância interfere com a formação de hábitos alimentares saudáveis.

No que diz respeito à comunicação mercadológica, os objetivos são sancionar a regulamentação para proteger crianças e adolescentes do impacto da publicidade de bebidas açucaradas, produtos energéticos com poucos nutrientes e fast-foods e instituir normas para a rotulagem na frente da embalagem para facilitar a rápida identificação de alimentos não saudáveis.

Um dos argumentos apresentados pelo documento para a regulamentação é que as crianças são incapazes de discernir a intenção persuasiva da publicidade de alimentos e bebidas com baixo valor nutricional, que estão associadas ao risco de sobrepeso e obesidade infantil. O documento também coloca que, como essas campanhas promocionais fogem ao controle dos pais, representam uma questão ética e de direitos humanos.

 Confira na Biblioteca do Ideias na Mesa a versão completa do plano de ação. Acesse aqui e compartilhe essa ideia!



postado por Ramon da Silva Rodrigues Almeida em Quarta-feira, 18 de Março de 2015

O que você pensa a respeito da Agroecologia?

Para a física e ativista ambiental, Vandana Shiva: “A agroecologia é a saída para garantir a segurança alimentar do planeta”.

Em busca de construir uma nova proposta de cultivo alimentar em harmonia com o meio ambiente, a ANA (Articulação Nacional de Agroecologia) lançou livros, cartilhas e filmes durante o Seminário Nacional da Articulação Nacional de Agroecologia, que aconteceu em fevereiro deste ano, a fim de fortalecer a agroecologia no país e deu visibilidade às práticas e causas das organizações e das redes que compõem a Articulação Nacional.

A primeira publicação lançada foi o “Anais do III Encontro Nacional de Agroecologia (ENA)” que traz os registros das plenárias, de um seminário internacional realizado durante o III ENA.

O combate aos agrotóxicos é uma das bandeiras do movimento agroecológico. Com isso a ABRASCO fez um pré-lançamento sobre seu Dossiê: “Um Alerta Sobre os Impactos dos Agrotóxicos na Saúde”, que tem previsão de lançamento no mês de abril, no mês de aniversário da Campanha Permanente Contras os Agrotóxicos que completa quatro anos.

Foi também lançado o “Caderno Pedagógico – Agroecologia, Desenvolvimento Territorial e Politicas Públicas” que contém as experiências do processo de articulações das organizações, redes e dos movimentos sociais em prol da agroecologia. Além disso, o Caderno ainda traz abordagens sobre a comercialização de alimentos, soberania e segurança alimentar e nutricional. Você pode acessá-lo em nossa biblioteca.

O Seminário ainda foi palco do lançamento do documentário da série “Curta Agroecologia”. A nova produção “Sempre Viva” retrata a experiência de cultivo de uma planta de mesmo nome do filme, em Minas Gerais. O vídeo também está disponível em nossa biblioteca para ver e rever!

No final do evento houve a divulgação do calendário do Centro Sabiá, que busca mobilizar sobre a importância das sementes nativas em sistemas alimentares. Os calendários do Centro Sabiá são peças pensadas durante boa parte do ano e que procuram não apenas cumprir sua função prática de contar os dias e meses, mas levar também a uma reflexão. Este ano a ideia foi engajar as pessoas que estarão em contato com o calendário a respeito do tema Sementes.

Com todas essas dicas, que tal desenvolver ações e ferramentas para fortalecimento do movimento agroecológico, seja na produção ou no consumo dos alimentos, não é mesmo?!

Fonte: http://www.agroecologia.org.br/


 

 



postado por Lucas Ferreira em Quarta-feira, 19 de Novembro de 2014

Muito se discute em relação à suplementação de micronutrientes para grupos de risco na sociedade. Os programas governamentais costumam aliar várias ações para otimizar a inserção direta de nutrientes, desenvolvendo a educação nutricional ao mesmo tempo em que é ampliado o alcance e a eficiência da distribuição dos suplementos para as regiões do país que tem altos índices de deficiência.

Como as medidas de promoção de saúde muitas vezes não envolvem custos altos ou grandes planejamentos, a implantação destas é extremamente benéfica para a melhora das condições da população. Mas para identificar as ações mais eficazes, é necessário analisar e avaliar as políticas já implementadas.

vita A

O artigo "A educação nutricional nos programas oficiais de prevenção da deficiência da vitamina A no Brasil" buscou exatamente isso: identificar a promoção da Educação Alimentar e Nutricional nas campanhas de prevenção de deficiências, como o da Vitamina A. 

Realizada com base nos documentos oficiais e em outras pesquisas de promoção de EAN, a pesquisa de 2010 listou e relacionou a evolução da política com a mudança nas condições de saúde da população. Passando pelas megadoses de Vitamina A, o incentivo ao aleitamento materno e as orientações de alimentação saudável, a linha do tempo das políticas públicas caminha pelo desenvolvimento e estabelecimento da saúde brasileira.

Infelizmente, as políticas públicas não favoreceram a EAN como ação contínua durante a maior parte do período de implementação destas campanhas, o que resultou em práticas não correlacionadas, que seriam mais efetivas se fizessem parte de uma estratégia ampla de intervenção.

amamentcartaz

Quanto maior a importância dada à EAN, mais abrangentes as campanhas se tornam, uma vez que passam a ser universais ao invés de exclusivas à um grupo de risco ou aplicadas em somente uma estratégia para redução das deficiências. Com a aplicação de recomendações e orientações sobre alimentação e aleitamento, as próprias campanhas deixam de ser preventivas de doenças e passam a ser promotoras de saúde!  

Acesse o artigo completo aqui!

E para conhecer mais sobre uma das estratégias governamentais de prevenção de deficiências, você pode acessar na plataforma RedeNutri (Rede de Nutrição do Sistema Único de Saúde) o curso "Estratégias para prevenção de carências de micronutrientes no Brasil: ferro, vitamina A e vitamina B1"

 




postado por Lucas Ferreira em Quarta-feira, 05 de Novembro de 2014

Uma das iniciativas federais para promover a alimentação saudável é o Guia Alimentar para a população brasileira. O conjunto de orientações gerais, aplicáveis para toda a população de forma prática e simples, atende grande parte das demandas dos agentes que promovem ações de Educação Alimentar e Nutricional: ter uma referência e um apoio para escolhas alimentares adequadas e saudáveis.

capa inteira guia alimentar

A equipe da CGAN-MS (Coordenação Geral de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde) divulgou em sua página o objetivo principal do novo Guia:

"O Guia tem como objetivo apoiar os indivíduos para escolhas alimentares adequadas e saudáveis. Redigido em linguagem que procura ser acessível a todos, o Guia Alimentar se dirige às pessoas e às famílias diretamente, e também a profissionais de saúde, educadores, agentes comunitários e outros trabalhadores cujo ofício envolve a promoção da saúde da população. Almeja-se que ele seja utilizado nas casas das pessoas, nas unidades de saúde, nas escolas e em todo e qualquer lugar onde atividades de promoção da saúde tenham lugar, como centros comunitários e centros de referência de assistência social."  

O Brasil possui um guia sobre alimentação desde 2006, elaborado com porcionamentos de cada grupo de alimentos e orientações de consumo de grupos de alimentos específicos, como os das frutas e hortaliças. O guia atual possui uma nova abordagem que propõe o aumento do consumo de alimentos in natura e mudança de hábitos em relação à alimentação, segundo as seguintes recomendações centrais que visam uma alimentação saudável: 

• Faça de alimentos in natura ou minimamente processados, em grande variedade e predominantemente de origem vegetal, a base de sua alimentação. 

• Utilize óleos, gorduras, sal e açúcar em pequenas quantidades ao temperar e cozinhar alimentos e criar preparações culinárias.  

• Limite o uso de alimentos processados, consumindo-os, em pequenas quantidades, como ingredientes de preparações culinárias ou como parte de refeições baseadas em alimentos in natura ou minimamente processados. 

• Evite alimentos ultraprocessados.  

• A regra de ouro que facilita o atendimento das quatro recomendações é simples e prática: prefira sempre alimentos in natura ou minimamente processados e preparações culinárias a alimentos ultraprocessados.  

Além disso, o novo Guia tem Os Dez Passos para uma Alimentação Saudável reformulados de acordo com a nova proposta. Dá uma olhada:

dezpassos1

dezpassos2

dezpassos3


Confira aqui a versão completa do guia e compartilhe com seus amigos e colegas de profissão!



postado por Lucas Ferreira em Quarta-feira, 29 de Outubro de 2014

A alimentação oferecida nas escolas possui vários fatores que contribuem para a melhora dos hábitos alimentares. Um deles é a obrigação do uso dos recursos do FNDE (Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação) para compra de alimentos provenientes da agricultura familiar. 

Por meio da Lei nº 11.947/2009, do total dos recursos repassados pelo FNDE para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), no mínimo 30% deve ser comprado em gêneros alimentícios da agricultura familiar, sem intermediários e dispensando o processo licitatório. 

Além de contribuir para a saúde das crianças, o projeto aumenta o incentivo à agricultura familiar e auxilia na melhora das condições de vida da população que depende da produção local de alimentos. 

agric varias

A escolha dos fornecedores e a produção dos cardápios ficou sob responsabilidade dos nutricionistas, o que valoriza a profissão e permite o melhor aproveitamento dos recursos para disponibilizar alimentação de qualidade para nossas ciranças.

Para explicar como funciona a compra e seleção dos fornecedores, o Ministério do Desenvolvimento Agrário possui a cartilha "O encontro da Agricultura Familiar com a Alimentação Escolar", que você pode ver na íntegra aqui, na Biblioteca do Ideias.

pagina da cartilha



postado por Lucas Ferreira em Quarta-feira, 15 de Outubro de 2014

Amanhã é o dia Mundial da Alimentação!

Para comemorar, selecionamos na nossa biblioteca arquivos sobre o tema escolhido pela FAO este ano: Agricultura Familiar - Alimentando o mundo, cuidando do Planeta.

Confira os arquivos:

"Pequenas Fazendas: Status Atual e Tendências" (em inglês)

agr verde

Este artigo analisou a atuação e estabelecimento de fazendas de agricultura familiar no mundo inteiro, trazendo muitos fatores para classificação das pequenas fazendas. O artigo é muito interessante para reafirmar a viabilidade desse meio de produção, uma vez que compara também a contribuição econômica da agricultura familiar para vários países com a contribuição proveniente de latifúndios. Acesse o artigo na íntegra! (em inglês)

Engenhos da Cultura: teias agroecológicas

agroec

O desenvolvimento de práticas agroecológicas permeia as comunidades baseadas na agricultura familiar. Nos engenhos de farinha de Santa Catarina, a população é parte do desenvolvimento da padronização e registro das técnicas que permitem a produção de um alimento tão característico quanto a farinha de mandioca catarinense. O livro ressalta a importância cultural e educacional do produto preparado nos engenhos de farinha, que vai além da importância econômica. Confira aqui

"Agricultura Familiar - Cadeias Produtivas"

Fechando os nossos destaques, temos um vídeo que deixa claro que a agricultura familiar não é um peso para a economia e nem para os governos. A produtividade, o papel na diminuição da pobreza e os empregos gerados na terra de quem produz em pequena escala são grandes benefícios para o país. Por meio de cooperativas, os agricultores conseguem passar adiante produtos saudáveis e de baixo custo para toda a população. Assista ao vídeo e saiba mais!

Acesse a nossa biblioteca e fique por dentro de todas as publicações sobre a Agricultura Familiar! Se você quiser, também pode contribuir enviando arquivos para o nosso e-mail. Faça parte da nossa equipe!



postado por Ana Maria Thomaz Maya Martins em Quarta-feira, 08 de Outubro de 2014

A Atenção Básica à Saúde pode estimular mudanças de estilo de vida, minimizando a morbimortalidade por doenças crônicas não transmissíveis e seu impacto na saúde pública. O diabetes mellitus e a hipertensão arterial estão entre os fatores de risco modificáveis para as doenças cardiovasculares e que podem ser controladas e prevenidas através de intervenções na Atenção Básica à Saúde. 

Com o objetivo de analisar o processo educativo com ênfase na educação alimentar e nutricional para pessoas com diabetes mellitus e hipertensão arterial, no âmbito da Atenção Básica à Saúde, foi realizado um estudo analítico-descritivo de natureza qualitativa. Esse estudo contou com a participação de profissionais de saúde e pessoas com diabetes mellitus e/ou hipertensão arterial, acompanhadas em Unidade de Estratégia de Saúde da Família do município de Vitória- ES.

artigo

A coleta de depoimentos por meio de entrevistas semiestruturadas permitiu a construção do estudo. Também foi aplicada a técnica do Discurso do Sujeito Coletivo para a análise das percepções sobre os espaços, os sujeitos, os resultados e os desafios das ações educativas na promoção de práticas de vida e alimentares adequadas. As ideias centrais destacadas no material discursivo foram utilizadas como substrato para a qualificação dessas ações, num processo compartilhado com os profissionais de saúde, em que se empregou a técnica dos grupos focais.

Ao fim desse estudo se percebeu que "as ações educativas para capacitação de pessoas com diabetes mellitus e hipertensão arterial, no âmbito da Atenção Básica à Saúde, estão ainda estruturadas no modelo assistencial hegemônico, de abordagem predominantemente higienista, que culpabiliza as pessoas por seus problemas de saúde e que desconsidera a participação da comunidade nos processos educativos a ela dirigidos". 

UBS

E você que trabalha na Atenção Básica à Saúde, como tem sido a sua vivência? E os seus resultados com a promoção da saúde e a prevenção das Doenças Crônicas Não Transmissíveis? A sua realidade é semelhnte a encontrada no artigo?

Que tal se insprirar nas experiências do Ideias para aprimorar suas ações na Atenção Básica à Saúde? 

Para ler o artigo na íntegra acesse: http://www.ideiasnamesa.unb.br/index.php?r=bibliotecaIdeias/view&id=256



postado por Ana Maria Thomaz Maya Martins em Quarta-feira, 01 de Outubro de 2014

Você já se perguntou de onde vem todas as coisas que compramos e pra onde elas vão quando nos desfazemos delas?

Muitas pessoas acham que esse processo, conhecido como economia de materiais, acontece de forma linear e simples na seguinte lógica: extração, produção, distribuição, consumo e tratamento de lixo. Mas hoje o nosso post do blog mostra que ele não é tão simples assim.

processo

O documentário “História das coisas” revela as conexões entre os diversos problemas ambientais e sociais presentes nas etapas do atual sistema de produção, alertando sobre a importância de pensarmos em um processo mais sustentável e justo. O vídeo dura 20 minutos e apresenta o que está escondido por trás dos nossos padrões de consumo.

coisas

Sabe-se que após a segunda Guerra Mundial foram estudadas formas de se impulsionar a economia e o vídeo destaca que o consumo foi visto como uma solução: “a nossa enorme economia produtiva exige que façamos do consumo a nossa forma de vida, que transformemos a compra e uso de bens em rituais, que procuremos a nossa satisfação espiritual no nosso ego do consumo... precisamos que as coisas sejam consumidas, destruídas, substituídas e descartadas em uma velocidade cada vez maior”. Mas, esse consumo exarcebado gera grandes impactos ambientais, sociais, culturais e econômicos e uma grande crise no sistema!

compras

Ficou curioso para saber mais sobre as discussões trazidas nesse vídeo? Acesse: http://www.ideiasnamesa.unb.br/index.php?r=bibliotecaIdeias/view&id=227



postado por Ana Maria Thomaz Maya Martins em Quarta-feira, 24 de Setembro de 2014

                                   Contos

O ambiente escolar oferece várias oportunidades para educação em saúde, pois propicia situações de aprendizagem para um amplo setor da população. Tais ações se iniciam desde a entrada das crianças na escola e perduram por todos os anos acadêmicos, garantindo o tempo e a intensidade necessários para as intervenções. Além disso, as ações na escola ainda permitem a articulação com a família e a comunidade.

branca de neveEm termos de EAN, crianças em idade pré e escolar se caracterizam como um grande desafio, pois é necessário que sejam adotados estratégias e materiais que captem seu interesse, estimulem a participação e a aquisição de conhecimento.

Pensando nisso, o objetivo do texto é refletir sobre as possibilidades do uso de histórias infantis, em particular dos contos tradicionais, como instrumento de EAN para pré e escolares.

No acervo de histórias infantis tradicionais, são encontradas várias situações relacionadas à alimentação que podem ser exploradas no ambiente escolar. A presença do alimento nas histórias é comum, pois representa o cotidiano. Pensando na representação de alimentos e da comensalidade, é possível recordar inúmeras histórias tradicionais - a cesta de piquenique de Chapeuzinho Vermelho; o mingau dos três ursos, apreciado por Cachinhos Dourados; a casa de guloseimas, encontrada por João e Maria, e os banquetes nos finais felizes das princesas.

chapeuzinho vermelho

Em estudo norte-americano, 114 livros de histórias infantis foram avaliados com o objetivo de identificarem a presença e o tipo de mensagens sobre alimentos. Os resultados mostraram que 45% dos livros faziam, pelo menos, uma menção sobre alimentos, enquanto 13%, cinco menções. A maioria delas pôde ser classificada segundo os grupos de alimentos da pirâmide alimentar, sendo que o mais mencionado foi o grupo dos grãos (21%), seguido das frutas (20%). Mensagens positivas, relacionando a alimentação com "divertimento, saúde, sabor e sinal de status econômico", foram mais frequentes (77%) do que mensagens negativas, tais como "engordam, não gosto, não está fresco, não saudável" (11,5%).

         Dessa forma, os contos de fada tradicionais podem ser ferramentas simples que permitem que pais, educadores e nutricionistas explorem inúmeros conceitos sobre alimentação e nutrição de forma lúdica e integrando diversas áreas do conhecimento. 

Para ter acesso ao artigo na íntegra acesse: http://ideiasnamesa.unb.br/index.php?r=bibliotecaIdeias/view&id=194



postado por Lucas Ferreira em Quarta-feira, 20 de Agosto de 2014

Os processos de elaboração de Educação Nutricional não podem ficar presos a uma área de conhecimento, uma vez que somente os nutricionistas não tem o conhecimento de todas as implicações de um projeto que integra várias mídias ou tipos de intervenção. foto prato

Na elaboração de softwares para EAN, por exemplo, aplicativos de computador ou celular, são necessários profissonais de diversas áreas para elaborar e avaliar a interatividade, impacto e efetividade do conteúdo. Um programa mal elaborado não é usado com facilidade e não é atrativo para as pessoas.

Por esse motivo, os autores desse artigo contaram com a participação de designers e programadores para elaborar um projeto simples e também uma técnica de elaboração de aplicativos para educação de adultos em basicamente qualquer área. Por meio de uma das teorias do Design Instrucional (ou Engenharia Pedagógica).

Apesar de parecerem termos complexos, eles são essenciais para a elaboração de projetos para o ensino, e na verdade simplificam o processo de desenvolvimento de softwares por meio de reavaliação dos objetivos durante a criação.

Confira o artigo completo na nossa biblioteca (em inglês), e aprenda mais sobre o processo de criação para EAN!


 



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