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postado por Débora Castilho em Quarta-feira, 03 de Junho de 2015

O [Biblioteca do Ideias] de hoje traz  o recente lançamento do Ministério da saúde, o  “Marco de Referência de Vigilância Alimentar e Nutricional na Atenção Básica”, que foi lançado em abril deste ano. O material foi elaborado pela Coordenação Geral de Alimentação e Nutrição (CGAN/DAB/SAS/MS) para qualificar as ações da Atenção Nutricional do SUS. 

 

 

O Marco objetiva apoiar profissionais e gestores para a organização da Vigilância Alimentar e Nutricional (VAN) na Atenção Básica (AB) e refere-se às equipes como um leque maior de modelagens para as diferentes populações e realidades do Brasil. Além dos modelos tradicionais de atenção básica e dos diversos formatos da Estratégia Saúde da Família, também são considerados integrantes das equipes de AB os profissionais dos Núcleos de Apoio à Saúde da Família (Nasf), os Consultórios na Rua, as equipes de Saúde da Família para o atendimento da população ribeirinha e os Programas Saúde na Escola e Academia da Saúde.

A vigilância em saúde tem como objetivo a análise permanente da situação de saúde da população para a organização e a execução de práticas mais adequadas ao enfrentamento dos problemas existentes, devendo estar inserida no cotidiano das equipes de Atenção Básica (AB). A VAN é parte da vigilância em saúde e foi instituída no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) pela Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990, em seu artigo 6º.

A identificação da situação alimentar e nutricional configura-se como um importante instrumento para o monitoramento da realização do Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA) e da promoção da soberania e da segurança alimentar e nutricional, na medida em que a análise de indicadores de saúde e nutrição expressa as múltiplas dimensões da (in)segurança alimentar e nutricional.

A VAN pode auxiliar gestores e profissionais na garantia do cuidado integral à saúde, subsidiando a elaboração de estratégias de prevenção e de tratamento dos agravos e o desenvolvimento de ações de promoção da saúde e de segurança alimentar e nutricional.

O marco de referência identifica, define e esclarece os conceitos e as metodologias da VAN na Atenção Básica, assim como os contextos dos quais essa prática se origina e se insere atualmente.

Juntamente com o Marco, o Ministério da Saúde, lançou também uma cartilha de “Orientações para Avaliação de Marcadores de Consumo Alimentar na Atenção Básica”. 



A publicação apresenta orientações para a utilização dos novos formulários para avaliação do consumo alimentar a serem adotados na Atenção básica, visando a melhorias no processo de trabalho das equipes. Além disso, possibilita a orientação em relação à produção de indicadores a partir dos dados coletados, subsidiando a análise e a formulação de políticas e as ações de alimentação e nutrição com base na realidade local.

Conheça os materiais em nossa biblioteca clicando aqui e aqui. Leia, divulgue e utilize em sua prática! 


 



postado por Equipe Ideias na Mesa em Quarta-feira, 27 de Maio de 2015

A Rede Ideias na Mesa lançou recentemente uma nova seção da biblioteca direcionada a trabalhos científicos que tenham como foco a Educação Alimentar e Nutricional (EAN). O intuito é criar um grande acervo de quem pensa, pesquisa e estuda EAN.

No espaço poderão ser encontrados trabalhos de conclusão de curso, de iniciação científica, dissertações, teses e artigos científicos que tenham como foco a Educação Alimentar e Nutricional. Os trabalhos, produzidos pelos próprios usuários da rede, vão desde revisões de literatura, intervenções, avaliações de ações, criação e análise de materiais educativos, entre outros. 

Pensando nisso o post [Biblioteca do Ideias] de hoje traz um trabalho científico enviado por uma usuária da Rede.

O estudo foi um Trabalho de Conclusão de Curso de Graduação em Nutrição, e teve por título “A importância da Educação Alimentar e Nutricional em ações políticas para redução do consumo de sódio”. O objetivo do trabalho foi discutir a importância da Educação Alimentar e Nutricional (EAN) no planejamento de ações políticas nacionais que reforcem a diminuição no teor de sódio pela população brasileira. Foi realizada análise de documentos técnicos e de publicações referentes à redução do consumo de sódio da população brasileira e internacional.

A pesquisa descreveu sobre as características do perfil nutricional da população mundial e brasileira em relação ao consumo de alimentos industrializados e com altos teores de sódio, no qual foi observado que o brasileiro está consumindo 4,5 gramas de sódio por pessoa por dia (g/p/d), apontando que está ocorrendo o dobro do consumo do limite máximo recomendado pela OMS de 2 g/p/d.

 

 

Foi realizada a avaliação da experiência brasileira e internacional na construção e implementação de estratégias para redução de sódio nos alimentos processados, e foi visto que no Brasil está sendo implementada a estratégia de redução de sódio dos alimentos industrializados, existindo ainda a necessidade de aumentar o número de práticas de ações de Educação Alimentar e Nutricional (EAN). No âmbito internacional foi observado que existem alguns países que conseguiram implementar ações de EAN e obtiveram sucesso nos resultados de saúde da população.

Identificou-se, então, o papel da Educação Alimentar e Nutricional na promoção de hábitos alimentares saudáveis, no contexto da realização do Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA) e da garantia da Segurança Alimentar e Nutricional (SAN), para a redução do consumo de sódio.

Para ler mais sobre o estudo acesse aqui! E faça como a Débora Castilho, envie seus trabalhos para compor esta rica seção. Para participar é muito simples: basta preencher este formulário aqui!

Além de fazer parte da biblioteca do Ideias, os trabalhos enviados poderão ser divulgados aqui no blog e em outras ferramentas da rede.

Participe e também convide seus alunos, professores, amigos e colegas para enviarem seus trabalhos!  



postado por Ramon da Silva Rodrigues Almeida em Quinta-feira, 14 de Maio de 2015

Segundo a Associação Brasileira de Alergia cerca de 8% das crianças e 3% dos adultos possuem alergia alimentar no país.

E infelizmente as informações adequadas não são passadas aos consumidores. No Brasil não existe ainda nenhuma legislação que obrigue os fabricantes a demonstrar nos rótulos dos produtos a presença de substâncias alérgenas.

Dessa forma, muitos dos consumidores que sofrem com essa falta de informação ou pelos males da alergia alimentar buscam informações por meios de grupos nas redes sociais ou nos serviços de atendimento ao cliente para saber se tais produtos oferecem riscos à sua saúde ou de sua família.

Pensando nessa parte da população, foi lançada a campanha "Põe no Rótulo", idealizada por algumas mães de alérgicos, cuja diretora é a advogada Maria Cecília Cury, que junto com a Proteste busca trazer esclarecimentos e informações aos consumidores.

E a fim de garantir essas informações básicas à população relacionados à alergia alimentar, foi lançada a Cartilha da Alergia Alimentar, que traz esclarecimentos sobre o que é a alergia alimentar, como funciona a rotulagem de alimentos e várias outras dicas do tema. Você encontra a Cartilha da Alergia Alimentar na Biblioteca do Ideias.

Além dessa cartilha, a "Põe no Rótulo" também lançou o Guia para alergia alimentar nas escolas, a fim de esclarecer e ajudar pais e as escolas sobre as crianças que sofrem com alergia alimentar. Você pode conferir esse Guia que também está presente em nossa Biblioteca aqui.



postado por Ramon da Silva Rodrigues Almeida em Quarta-feira, 06 de Maio de 2015

Em março deste ano o Ministério do Desenvolvimento Agrário lançou a “Coletânea sobre estudos rurais e gênero – Prêmio Margarida Alves 4ª Edição – Mulheres e agroecologia” que dá visibilidade às práticas agrícolas desenvolvidas pelas mulheres rurais, que representam 47,9%, segundo o IBGE, de toda a população rural do país.

As suas práticas são fortes ferramentas para estimular a igualdade de gênero na agricultura e na sociedade em geral e acaba gerando um espaço de visibilidade às lutas dessas mulheres se firmarem como protagonistas de transformações no meio social e cotidiano.

A Coletânea lançada dialoga com as políticas públicas desenvolvidas pelo governo federal que visam estimular a agroecologia e a produção de orgânicos no país, como o Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica, executado pelo MDA, além de outras. Contudo o foco de todas é o mesmo, estimular o desenvolvimento da agroecologia em conjunto com uma economia feminista solidária e a segurança alimentar e nutricional.

“A agroecologia é instrumento de empoderamento das mulheres, é resistência e mecanismo de superação da dominação patriarcal, se vista sob a ótica feminista” diz Magnólia e Sarah, autoras de um dos ensaios que fazem parte da publicação.

Essa edição da Coletânea aborda trabalhos com temas diversos como: protagonismo das mulheres na produção e comercialização agroecológica, saberes tradicionais, políticas públicas, organização social, articulação em redes, entre outros.

Por finalidade esses temas buscam promover o papel das mulheres dentro do movimento agroecológico e como a participação de acadêmicas (os), das trabalhadoras rurais e das entidades representativas podem desenvolver políticas públicas que fortalecerão os movimentos de mulheres, da segurança alimentar e nutricional e da agroecologia.

O Prêmio Margarida Alves de Estudos Rurais e Gênero e a coletânea de artigos são promovidos pelo MDA – por meio da Diretoria de Políticas para as Mulheres Rurais e Quilombolas (DPMR) e do Núcleo de Estudos Agrários e Desenvolvimento Rural (Nead) –, pela Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres da Presidência da República e pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

O nome do prêmio é uma homenagem a Margarida Maria Alves, a primeira mulher eleita, em 1973, para a presidência do Sindicato de Trabalhadores Rurais de Alagoa Grande, na Paraíba. Em plena ditadura militar, Margarida foi uma das pioneiras na luta pelos direitos dos trabalhadores rurais. Ela tornou-se um símbolo político e tem seu nome carregado em uma marcha que reúne todos os anos, em Brasília, no dia 12 de agosto, milhares de mulheres trabalhadoras rurais: a Marcha das Margaridas.

Confira essa coletânea de trabalhos aqui na Biblioteca do Ideias!



postado por Débora Castilho em Quarta-feira, 22 de Abril de 2015

Em outubro de 2014, o Plano de Ação para a Prevenção da Obesidade em Crianças e Adolescentes foi aprovado pelo 53º Conselho Diretor da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), e foi disponibilizado inicialmente nas versões em inglês e espanhol e agora no ano de 2015 o documento foi traduzido para a língua portuguesa.

O objetivo geral do plano de ação é prevenir o aumento da obesidade em crianças e adolescentes, atuando principalmente na promoção da alimentação saudável e no estimulo à prática de atividade física.

O plano de ação propõe cinco estratégias com intuito de parar o crescimento da epidemia da obesidade em crianças e adolescentes nas Américas:

  1. Proteção, promoção e apoio ao aleitamento materno e melhoria da prática da alimentação complementar;
  2. Promoção da alimentação saudável e prática de atividade física no ambiente escolar;
  3. Regulamentação da publicidade de alimentos;
  4. Estímulo às ações intersetoriais de promoção da saúde;
  5. Vigilância, pesquisa e avaliação.  
 
plano de ação
 

A obesidade em crianças e adolescentes alcançou proporções epidêmicas nas Américas. Mesmo que as causas dessa epidemia sejam complexas e seja preciso contar com mais pesquisas, muito se sabe sobre as consequências da obesidade infantil e as ações necessárias para impedi-la. 

O Plano de ação traz diversas justificativas para a prevenção da obesidade em crianças e adolescentes, dentre elas estão que:

- A amamentação materna pode reduzir a prevalência de sobrepeso e obesidade em cerca de 10%.  O aleitamento materno também pode ajudar as mães a perder peso mais rapidamente após a gravidez;

- Quanto mais cedo o indivíduo fica com sobrepeso ou obeso, maior é o seu risco de permanecer com sobrepeso ou obeso com o avançar da idade;

- A obesidade tem consequências adversas para a saúde em idade precoce, pois aumenta o risco de asma, diabetes tipo 2, apneia do sono e doenças cardiovasculares. Essas doenças, por sua vez, afetam o crescimento e o desenvolvimento psicossocial durante a adolescência e, posteriormente, comprometem a qualidade de vida e a longevidade;

- Como os hábitos alimentares são constituídos na infância, a promoção e consumo de produtos energéticos com poucos nutrientes, bebidas açucaradas e fast foods na infância interfere com a formação de hábitos alimentares saudáveis.

No que diz respeito à comunicação mercadológica, os objetivos são sancionar a regulamentação para proteger crianças e adolescentes do impacto da publicidade de bebidas açucaradas, produtos energéticos com poucos nutrientes e fast-foods e instituir normas para a rotulagem na frente da embalagem para facilitar a rápida identificação de alimentos não saudáveis.

Um dos argumentos apresentados pelo documento para a regulamentação é que as crianças são incapazes de discernir a intenção persuasiva da publicidade de alimentos e bebidas com baixo valor nutricional, que estão associadas ao risco de sobrepeso e obesidade infantil. O documento também coloca que, como essas campanhas promocionais fogem ao controle dos pais, representam uma questão ética e de direitos humanos.

 Confira na Biblioteca do Ideias na Mesa a versão completa do plano de ação. Acesse aqui e compartilhe essa ideia!



postado por Ramon da Silva Rodrigues Almeida em Quarta-feira, 18 de Março de 2015

O que você pensa a respeito da Agroecologia?

Para a física e ativista ambiental, Vandana Shiva: “A agroecologia é a saída para garantir a segurança alimentar do planeta”.

Em busca de construir uma nova proposta de cultivo alimentar em harmonia com o meio ambiente, a ANA (Articulação Nacional de Agroecologia) lançou livros, cartilhas e filmes durante o Seminário Nacional da Articulação Nacional de Agroecologia, que aconteceu em fevereiro deste ano, a fim de fortalecer a agroecologia no país e deu visibilidade às práticas e causas das organizações e das redes que compõem a Articulação Nacional.

A primeira publicação lançada foi o “Anais do III Encontro Nacional de Agroecologia (ENA)” que traz os registros das plenárias, de um seminário internacional realizado durante o III ENA.

O combate aos agrotóxicos é uma das bandeiras do movimento agroecológico. Com isso a ABRASCO fez um pré-lançamento sobre seu Dossiê: “Um Alerta Sobre os Impactos dos Agrotóxicos na Saúde”, que tem previsão de lançamento no mês de abril, no mês de aniversário da Campanha Permanente Contras os Agrotóxicos que completa quatro anos.

Foi também lançado o “Caderno Pedagógico – Agroecologia, Desenvolvimento Territorial e Politicas Públicas” que contém as experiências do processo de articulações das organizações, redes e dos movimentos sociais em prol da agroecologia. Além disso, o Caderno ainda traz abordagens sobre a comercialização de alimentos, soberania e segurança alimentar e nutricional. Você pode acessá-lo em nossa biblioteca.

O Seminário ainda foi palco do lançamento do documentário da série “Curta Agroecologia”. A nova produção “Sempre Viva” retrata a experiência de cultivo de uma planta de mesmo nome do filme, em Minas Gerais. O vídeo também está disponível em nossa biblioteca para ver e rever!

No final do evento houve a divulgação do calendário do Centro Sabiá, que busca mobilizar sobre a importância das sementes nativas em sistemas alimentares. Os calendários do Centro Sabiá são peças pensadas durante boa parte do ano e que procuram não apenas cumprir sua função prática de contar os dias e meses, mas levar também a uma reflexão. Este ano a ideia foi engajar as pessoas que estarão em contato com o calendário a respeito do tema Sementes.

Com todas essas dicas, que tal desenvolver ações e ferramentas para fortalecimento do movimento agroecológico, seja na produção ou no consumo dos alimentos, não é mesmo?!

Fonte: http://www.agroecologia.org.br/


 

 



postado por Lucas Ferreira em Quarta-feira, 19 de Novembro de 2014

Muito se discute em relação à suplementação de micronutrientes para grupos de risco na sociedade. Os programas governamentais costumam aliar várias ações para otimizar a inserção direta de nutrientes, desenvolvendo a educação nutricional ao mesmo tempo em que é ampliado o alcance e a eficiência da distribuição dos suplementos para as regiões do país que tem altos índices de deficiência.

Como as medidas de promoção de saúde muitas vezes não envolvem custos altos ou grandes planejamentos, a implantação destas é extremamente benéfica para a melhora das condições da população. Mas para identificar as ações mais eficazes, é necessário analisar e avaliar as políticas já implementadas.

vita A

O artigo "A educação nutricional nos programas oficiais de prevenção da deficiência da vitamina A no Brasil" buscou exatamente isso: identificar a promoção da Educação Alimentar e Nutricional nas campanhas de prevenção de deficiências, como o da Vitamina A. 

Realizada com base nos documentos oficiais e em outras pesquisas de promoção de EAN, a pesquisa de 2010 listou e relacionou a evolução da política com a mudança nas condições de saúde da população. Passando pelas megadoses de Vitamina A, o incentivo ao aleitamento materno e as orientações de alimentação saudável, a linha do tempo das políticas públicas caminha pelo desenvolvimento e estabelecimento da saúde brasileira.

Infelizmente, as políticas públicas não favoreceram a EAN como ação contínua durante a maior parte do período de implementação destas campanhas, o que resultou em práticas não correlacionadas, que seriam mais efetivas se fizessem parte de uma estratégia ampla de intervenção.

amamentcartaz

Quanto maior a importância dada à EAN, mais abrangentes as campanhas se tornam, uma vez que passam a ser universais ao invés de exclusivas à um grupo de risco ou aplicadas em somente uma estratégia para redução das deficiências. Com a aplicação de recomendações e orientações sobre alimentação e aleitamento, as próprias campanhas deixam de ser preventivas de doenças e passam a ser promotoras de saúde!  

Acesse o artigo completo aqui!

E para conhecer mais sobre uma das estratégias governamentais de prevenção de deficiências, você pode acessar na plataforma RedeNutri (Rede de Nutrição do Sistema Único de Saúde) o curso "Estratégias para prevenção de carências de micronutrientes no Brasil: ferro, vitamina A e vitamina B1"

 




postado por Lucas Ferreira em Quarta-feira, 05 de Novembro de 2014

Uma das iniciativas federais para promover a alimentação saudável é o Guia Alimentar para a população brasileira. O conjunto de orientações gerais, aplicáveis para toda a população de forma prática e simples, atende grande parte das demandas dos agentes que promovem ações de Educação Alimentar e Nutricional: ter uma referência e um apoio para escolhas alimentares adequadas e saudáveis.

capa inteira guia alimentar

A equipe da CGAN-MS (Coordenação Geral de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde) divulgou em sua página o objetivo principal do novo Guia:

"O Guia tem como objetivo apoiar os indivíduos para escolhas alimentares adequadas e saudáveis. Redigido em linguagem que procura ser acessível a todos, o Guia Alimentar se dirige às pessoas e às famílias diretamente, e também a profissionais de saúde, educadores, agentes comunitários e outros trabalhadores cujo ofício envolve a promoção da saúde da população. Almeja-se que ele seja utilizado nas casas das pessoas, nas unidades de saúde, nas escolas e em todo e qualquer lugar onde atividades de promoção da saúde tenham lugar, como centros comunitários e centros de referência de assistência social."  

O Brasil possui um guia sobre alimentação desde 2006, elaborado com porcionamentos de cada grupo de alimentos e orientações de consumo de grupos de alimentos específicos, como os das frutas e hortaliças. O guia atual possui uma nova abordagem que propõe o aumento do consumo de alimentos in natura e mudança de hábitos em relação à alimentação, segundo as seguintes recomendações centrais que visam uma alimentação saudável: 

• Faça de alimentos in natura ou minimamente processados, em grande variedade e predominantemente de origem vegetal, a base de sua alimentação. 

• Utilize óleos, gorduras, sal e açúcar em pequenas quantidades ao temperar e cozinhar alimentos e criar preparações culinárias.  

• Limite o uso de alimentos processados, consumindo-os, em pequenas quantidades, como ingredientes de preparações culinárias ou como parte de refeições baseadas em alimentos in natura ou minimamente processados. 

• Evite alimentos ultraprocessados.  

• A regra de ouro que facilita o atendimento das quatro recomendações é simples e prática: prefira sempre alimentos in natura ou minimamente processados e preparações culinárias a alimentos ultraprocessados.  

Além disso, o novo Guia tem Os Dez Passos para uma Alimentação Saudável reformulados de acordo com a nova proposta. Dá uma olhada:

dezpassos1

dezpassos2

dezpassos3


Confira aqui a versão completa do guia e compartilhe com seus amigos e colegas de profissão!



postado por Lucas Ferreira em Quarta-feira, 29 de Outubro de 2014

A alimentação oferecida nas escolas possui vários fatores que contribuem para a melhora dos hábitos alimentares. Um deles é a obrigação do uso dos recursos do FNDE (Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação) para compra de alimentos provenientes da agricultura familiar. 

Por meio da Lei nº 11.947/2009, do total dos recursos repassados pelo FNDE para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), no mínimo 30% deve ser comprado em gêneros alimentícios da agricultura familiar, sem intermediários e dispensando o processo licitatório. 

Além de contribuir para a saúde das crianças, o projeto aumenta o incentivo à agricultura familiar e auxilia na melhora das condições de vida da população que depende da produção local de alimentos. 

agric varias

A escolha dos fornecedores e a produção dos cardápios ficou sob responsabilidade dos nutricionistas, o que valoriza a profissão e permite o melhor aproveitamento dos recursos para disponibilizar alimentação de qualidade para nossas ciranças.

Para explicar como funciona a compra e seleção dos fornecedores, o Ministério do Desenvolvimento Agrário possui a cartilha "O encontro da Agricultura Familiar com a Alimentação Escolar", que você pode ver na íntegra aqui, na Biblioteca do Ideias.

pagina da cartilha



postado por Lucas Ferreira em Quarta-feira, 15 de Outubro de 2014

Amanhã é o dia Mundial da Alimentação!

Para comemorar, selecionamos na nossa biblioteca arquivos sobre o tema escolhido pela FAO este ano: Agricultura Familiar - Alimentando o mundo, cuidando do Planeta.

Confira os arquivos:

"Pequenas Fazendas: Status Atual e Tendências" (em inglês)

agr verde

Este artigo analisou a atuação e estabelecimento de fazendas de agricultura familiar no mundo inteiro, trazendo muitos fatores para classificação das pequenas fazendas. O artigo é muito interessante para reafirmar a viabilidade desse meio de produção, uma vez que compara também a contribuição econômica da agricultura familiar para vários países com a contribuição proveniente de latifúndios. Acesse o artigo na íntegra! (em inglês)

Engenhos da Cultura: teias agroecológicas

agroec

O desenvolvimento de práticas agroecológicas permeia as comunidades baseadas na agricultura familiar. Nos engenhos de farinha de Santa Catarina, a população é parte do desenvolvimento da padronização e registro das técnicas que permitem a produção de um alimento tão característico quanto a farinha de mandioca catarinense. O livro ressalta a importância cultural e educacional do produto preparado nos engenhos de farinha, que vai além da importância econômica. Confira aqui

"Agricultura Familiar - Cadeias Produtivas"

Fechando os nossos destaques, temos um vídeo que deixa claro que a agricultura familiar não é um peso para a economia e nem para os governos. A produtividade, o papel na diminuição da pobreza e os empregos gerados na terra de quem produz em pequena escala são grandes benefícios para o país. Por meio de cooperativas, os agricultores conseguem passar adiante produtos saudáveis e de baixo custo para toda a população. Assista ao vídeo e saiba mais!

Acesse a nossa biblioteca e fique por dentro de todas as publicações sobre a Agricultura Familiar! Se você quiser, também pode contribuir enviando arquivos para o nosso e-mail. Faça parte da nossa equipe!



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