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postado por Rafael Rioja Arantes em Quarta-feira, 12 de Agosto de 2015

No quadro de hoje apresentamos uma de nossas publicações, o livro Mais que Receitas. O título do material não se dá ao acaso, ele é fruto de um conteúdo leve, afetuoso e que transcende a receita restrita a instruções no papel.       

"Se comer é algo prazeroso, cozinhar é o ponto de partida. Esta publicação reúne 48 receitas e histórias de famílias de diferentes regiões do país para que todos possam desfrutar de uma experiência com a comida acolhedora e cheia de sentido."

O Mais que Receitas está dividido em 6 categorias, são elas: Pães e bolos, Carnes e peixes, Molhos e sopas, Lanches rápidos, Vegetarianas e Doces e sobremesas. Intercalado com as receitas, é possível encontrar relatos das pessoas que colaboraram enviando receitas para concretização do livro, evidenciando histórias e significados por trás das preparações.

Que tal testar um bolo novo e com um ingrediente diferente? Bolo de Banana com Casca é uma das receitas presentes no livro. Esta preparação além de ser muito saborosa (acredite, eu já provei e aprovei), é carregada de significados, confira:     

Para conferir esta receita na íntegra e conhecer outros relatos e o conteúdo completo do livro basta entrar na Biblioteca do Ideias e visualizar o material online e em pdf. 


 

 



postado por Ramon da Silva Rodrigues Almeida em Quarta-feira, 05 de Agosto de 2015

A amamentação faz parte das interpretações culturais do ser humano e contêm traços de ideologias de afeto e emoção. Entretanto algumas perspectivas sociais, econômicas e culturais transformaram esse ato em algo regulável pela sociedade.

Todas as mudanças que aconteceram nas representações do papel da mulher na sociedade, sejam desde o ingresso no mercado de trabalho até a sua vida reprodutiva interferiram no ato de amamentar.

Surgiram inúmeras imposições socioculturais que levaram o desmame precoce acontecer rotineiramente entre as mulheres, tornando o ato em uma figura presente nas agendas de saúde publica e criou um novo mercado para as indústrias alimentícias, ao mesmo tempo em que culpabilizou as mulheres pelo desmame e seus efeitos na saúde das crianças.

Orlandi aponta como um dos fatores do declínio do aleitamento materno as mudanças da estrutura familiar na sociedade moderna urbana. Reforçando esse pensamento, o autor argumenta que a jovem mãe “não tem mais o apoio, a ajuda e o incentivo dos parentes mais velhos (avós, tias, irmãs, etc.), elementos facilitadores do aleitamento materno”.

Hoje existem vários programas e iniciativas que incentivam e buscam pensar a amamentação de outra forma, sem o reducionismo biológico da mulher e o modelo machista higienista presente nos anos 80, que não escutou as principais afetadas pelas políticas, as mulheres, como bem concluiu Orlandi:

“Seja como for, os seios, por muito tempo, despertarão um interesse político. Mas é preciso lembrar que eles pertencem às mulheres e que elas não são chamadas a opinar e a decidir na política do aleitamento materno desde o século 18. No século 20, os homens continuam cometendo os mesmos erros”.

Portanto busca-se um novo foco sobre o papel da mulher na amamentação, baseado no seu direito de amamentar ou não.

 O IBFAN é uma rede que traz essas iniciativas, que visa a promoção do aleitamento materno como direito daquelas mulheres que assim desejam amamentar.

O artigo “Amamentação: um híbrido natureza-cultura”  buscou trazer essa nova forma de pensar a amamentação, o papel da mulher, as vantagens de amamentar e a necessidade de construir um modelo que não determine biologicamente o ato de amamentar.

Veja o artigo completa em nossa biblioteca aqui: http://goo.gl/HUrDdW



postado por Ramon da Silva Rodrigues Almeida em Quarta-feira, 29 de Julho de 2015

Segundo dados da FAO, a agricultura é uma das atividades mais impactantes sobre o ambiente, em nível mundial, utilizando em torno de 80% da água doce disponível e provocando processos erosivos e contaminações ambientais em elevada escala.

Pensando nisso foi lançado um livro que relata e apresenta experiências de uma alternativa a esse modelo de produção agrícola predatório: a agrofloresta.

E a coluna do nosso blog [Biblioteca do Ideias] apresenta hoje essa publicação: Agrofloresta, ecologia e sociedade que reúne alternativas de vivências agroecológicas de agricultoras e agricultores ligados à cooperativa Cooperafloresta (Associação de Agricultores Agroflorestais de Barra do Turvo e Adrianopólis).

É possível encontrar no livro experiências e casos do reestabelecimento da relação agricultura com o meio ambiente, demostrando alternativas verdes e agroecológicas de produção como a agrofloresta, um sistema de produção sustentável que reestabelece a relação saudável e reequilibra a relação sociedade/meio ambiente, abordando aspectos pedagógicos com base nos saberes de Paulo Freire, uma ecologia dos saberes que dá voz à comunidade e até mesmo a relação da agrofloresta com a alimentação, como mediadora da nova relação sociedade/ambiente, entre outros.

 

Assim, a prática agroflorestal pode representar uma resposta ao desafio da conciliação entre a sustentabilidade na produção de alimentos e a sustentabilidade ambiental.

Você pode conferir esse livro completo na [Biblioteca do Ideias].



postado por Débora Castilho em Quarta-feira, 22 de Julho de 2015

O [Biblioteca do Ideias] hoje traz a publicação “Receitas Regionais para crianças de 6 a 24 meses”. A publicação tem por objetivo apresentar aos profissionais de saúde, aos pais, familiares e cuidadores das crianças de seis meses a dois anos preparações que possam ser oferecidas no almoço ou jantar, que sejam saudáveis, com preços acessíveis, saborosas, que utilizem e respeitem a identidade cultural e alimentar do Brasil, e, especialmente, contribuam para a promoção da saúde.

 

 

Nos primeiros anos de vida, a alimentação saudável é muito importante para o bom crescimento e desenvolvimento infantil e para a formação de hábitos alimentares saudáveis que contribuirão para a saúde durante toda a vida. O aleitamento materno exclusivo é recomendado até os seis meses de vida. A partir desta idade recomenda-se que seja complementado com alimentos saudáveis até os dois anos ou mais.

No entanto, o que oferecer às crianças a partir dos seis meses?

Como oferecer uma alimentação complementar que seja saudável e culturalmente aceita pelas famílias brasileiras?

A publicação traz vinte e cinco receitas com ingredientes que representam todas as regiões brasileiras. E o que se espera é ajudar as famílias brasileiras no preparo de refeições saborosas e na formação de um hábito alimentar saudável para as crianças.

Confira na Biblioteca do Ideias na Mesa a versão completa da publicação! Acesse aqui e compartilhe essa ideia!

 

 



postado por Ramon da Silva Rodrigues Almeida em Quarta-feira, 15 de Julho de 2015

Recentemente uma pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e do portal de Educação Financeira “Meu Bolso Feliz”, mapeou em todas as capitais brasileiras o interesse do consumidor em realizar um consumo consciente e revelou que parte significativa das pessoas (17%) não sabe, como praticar o consumo consciente.

A pauta do consumo é um compromisso reafirmado na Agenda 21 Global, assinada na Rio 92, pois atenta este como causador de diferentes impactos ambientais e sociais. Portanto é necessário despertar esse olhar crítico na população, quanto ao consumo e seus desdobramentos, entendendo o ato de consumir como parte de um sistema maior, que envolve também a produção e o descarte.

Um consumidor consciente é aquele que leva em conta no ato de sua compra todos os aspectos daquele produto, que vai bem além da marca ou do preço. É importante analisar também as questões ambientais, sociais, de saúde humana e animal, econômicas e culturais que envolve toda a produção desse produto.  

Na pesquisa apontou-se que 50,7% dos entrevistados dizem analisar produtos e marcas e desistir da compra se a empresa produtora adotar práticas prejudiciais ao meio ambiente ou à sociedade e demonstra que a população brasileira tem se preocupado com as questões ambientais e de consumo e aceitam até pagar mais caro por produtos que sejam “ambientalmente amigável”.

Pensando nesta questão o Ministério do Meio Ambiente (MMA) dá dicas de atitudes simples que têm impacto positivo em seu “Pequeno guia de consumo em um mundo pequeno”, que você pode encontrar na [Biblioteca do Ideias]. As dicas incluem dar preferência a produtos que possuam selos verdes ou similares, dar preferência aos produtos locais, para incentivar e fomentar a economia local das cidades e evitar o desperdício de alimentos, a dica é servir apenas o que for comer, entre outros.

 

Confira aqui esse “pequeno guia”, é didático e super útil na educação para um consumo consciente!



postado por Ramon da Silva Rodrigues Almeida em Quarta-feira, 08 de Julho de 2015

Temos hoje na [Biblioteca do Ideias] o trabalho científico enviado por alguns usuários da nossa Rede. Essa nova seção da nossa biblioteca é direcionada a trabalhos científicos que tenham como foco a Educação Alimentar e Nutricional (EAN).

A publicação de hoje foi o trabalho de conclusão do Estágio Social d@s alun@s: Monique Tavares, Rodrigo Araujo, Beatrix Belfort e a Letícia Buenoque: Educação nutricional para crianças em uma escola pública de Vila VelhaSeu trabalho baseou-se em ações e atividades em uma escola pública de Vila Velha no Espírito Santo, visando promover o desenvolvimento de hábitos alimentares saudáveis nas crianças por meio de técnicas e atividades lúdicas sobre nutrição.

Dentre os objetivos do trabalho, era gerar reflexões estratégicas n@s professor@s, para est@s conseguirem despertar o interesse das crianças sobre o tema alimentar e assim gerar mudanças nos hábitos alimentares destas.

A educação alimentar e nutricional é o principal instrumento usado na intervenção, pois visa capacitar o indivíduo a agir conscientemente diante das situações novas da vida, relacionadas à alimentação, com aproveitamento de experiências anteriores, tendo em vista a integração, a continuidade e o progresso no âmbito social, individual ou coletivo à luz da construção de bons hábitos alimentares desde a tenra idade.

O papel desempenhado da alimentação acompanha todos os ciclos de vida dos indivíduos, portanto a idade escolar se caracteriza por um período em que a criança apresenta um metabolismo muito mais intenso quando comparado ao do adulto e é de importante relevância para o desenvolvimento de hábitos alimentares saudáveis.

Para ver o artigo completo dessa ação, veja aqui! E faça como a Monique, o Rodrigo, a Beatrix e a Letícia, envie seus trabalhos para compor nossa biblioteca. É simples, bastar preencher esse formulário aqui.

Além de fazer parte da biblioteca do Ideias, os trabalhos enviados poderão ser divulgados aqui no blog e em outras ferramentas da rede.

Participe e também convide seus alunos, professores, amigos e colegas para enviarem seus trabalhos! 



postado por Débora Castilho em Quarta-feira, 01 de Julho de 2015

“Dar um sentido, ter sentido, tomar um sentido... Essas expressões comuns ajudam imediatamente a entender a importância dos sentidos para a nossa orientação. A orientação dos sentidos contribui determinantemente para a definição das escolhas de consumo e estilos de vida de cada um de nós.”

Pensando nisso o [Biblioteca do Ideias] hoje traz a publicação do Slow Food - Em que sentido? Pequeno Manual de Educação Sensorial”, o manual visa trabalhar percepções polissensoriais: emoções, memórias e experiências com os nossos sentidos (visão, olfato, tato, paladar, audição). O documento traz também algumas sugestões de atividades educativas relacionadas ao tema. 

 

 

A globalização e hábitos de vida ocidentais, que apesar de terem ampliado alguns horizontes, estão de certa forma submetendo-nos a uma verdadeira privação sensorial, com efeitos imponderáveis sobre o desenvolvimento e equilíbrio.

 Segundo alguns antropólogos, por exemplo, a poluição das metrópoles induz a um reflexo condicionado que provoca uma espécie de apnéia, responsável pela progressiva perda de sensibilidade do olfato.

O mesmo vale para a alimentação. O gosto repetitivo e sempre igual de muitos produtos industrializados, ligado ao abundante uso de adoçantes, sais e especiarias artificiais, induz a uma diminuição progressiva da sensibilidade gustativa, que por vez faz aumentar o uso desses aditivos.

O condicionamento que se cria é traduzido em uma sensibilidade limitada. Isso nos torna incapazes de reconhecer e apreciar o gosto variado e sempre diferente de muitos alimentos “ao natural”, como frutas e vegetais locais e sazonais, que muitas vezes trocamos por insípidos cultivados em estufa.  A aposta é alta: corremos o risco de comprometer irremediavelmente as nossas potencialidades, que comportam a capacidade de escolhas diferenciadas e múltiplas, transformando-nos em consumidores “robô”, guiados por sentidos cada vez menos capazes de distinguir e selecionar.

Redescobrir a natureza como origem de tudo o que nos cerca, inclusive o desenvolvimento tecnológico, é o primeiro passo para recuperar o espaço perdido, a diversidade e a multiplicidade dos estímulos necessários para regenerar os sentidos, e consequentemente emoções e pensamentos.

A oficina de educação dos sentidos ilustrada no manual oferece ao participante a possibilidade de viver experiências que ajudam a reconhecer e interpretar os estímulos sensoriais e a se tornar mais conscientes das escolhas de consumo.

Em nossa biblioteca além de você encontrar este manual, você pode encontrar um outro manual também produzido pelo Slow Food, chamado: “Até as origens do gosto, ele também aborda a temática da sensorialidade dos alimentos e traz alguns exemplos de atividades lúdicas, com o objetivo de treinar os sentidos (visão, olfato, tato, paladar, audição) e de adqui­rir um primeiro vocabulário sobre degustação.

 

 

 

 

 

 



postado por Rafael Rioja Arantes em Quarta-feira, 24 de Junho de 2015

Masanobu Fukuoka (Fev. 1913 – Ago. 2008), agricultor e filósofo Japonês, foi o autor de “Agricultura Natural”. A obra é resultado de 50 anos de trabalho dedicado a uma agricultura natural baseada na recuperação dos danos causados pelo homem na natureza através do uso intensivo de pesticidas e inseticidas. Fukuoka recebeu em 1988 o prêmio Magsaysay por Serviços Públicos, o prêmio é equivalente ao Nobel na Ásia.

Masanobu era filho de pais camponeses e foi nascido e criado no Japão formando-se em microbiologia com especialização em patologias de plantas. Quando começou a trabalhar colocou-se a questionar sobre os métodos que era ensinado com alto uso de agrotóxicos para manejo dos solos e plantas com a justificativa do aumento da produção de alimentos. Foi então que o agricultor se dedicou a um método, que posteriormente levaria o seu nome, centrado na “não-intervenção” nas plantações.

O “Método Fukuoka” possui quatro princípios básicos, são eles: Não- revirar a terra, não deserbar (tirar as ervas daninhas), não usar fertilizantes e adubos, e não usar pesticidas. Desta forma aquilo que é visto como praga nas plantações convencionais passa a ser um aliado, garantindo-se os processos naturais da maneira com que eles ocorrem na natureza.

A intervenção humana deve ser mínima de forma a otimizar as condições encontradas no local, utilizando o mínimo de interferência possível para contornar os desequilíbrios. Apesar da pouca intervenção, a técnica exige manejo constante, e é com base na experiência prática vivendo 50 anos em uma plantação de arroz cultivada dentro destes princípios que o livro é escrito.

A principal preocupação do Fukuoka era o alto nível de intervenção humana na terra com uso de materiais químicos que deterioram a qualidade do solo, ar e água. Durante os 50 anos ele produziu as mesmas quantidades de arroz ou até mais do que os produtores que usavam agrotóxicos, mostrando que o seu sistema além de proteger e recuperar a natureza é também viável.

Apesar de ter sido mais influente no século XX seu método continua bastante atual e serve de inspiração e base teórica para o desenvolvimento de práticas alternativas, como orgânicos, agroecologia e permacultura, que propõem um modelo sustentável que substitua o modelo vigente. 

Você pode conferir essa obra no Biblioteca do Ideiashttp://goo.gl/ztg6QU



postado por Débora Castilho em Quarta-feira, 17 de Junho de 2015

O documento, “Connecting Global Priorities: Biodiversity and Human Health” foi lançado na última semana, em Bruxelas, na maior conferência anual da Europa sobre a política ambiental, com foco nas complexas e multifacetadas conexões entre a biodiversidade e a saúde humana, e como a perda da biodiversidade pode influenciar negativamente a saúde. Esta é uma das primeiras revisões integrativas que reúne conhecimentos de várias disciplinas cientificas, incluindo saúde publica, conservação, agricultura, epidemiologia e desenvolvimento. 

 

A publicação destaca as Políticas Públicas Brasileiras de Alimentação e Nutrição que integram a biodiversidade, e ressalta a importância do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), na integração com a biodiversidade por meio da oferta de alimentos diversificados (incluindo frutas e legumes) no ambiente escolar, e o incentivo à conservação da biodiversidade por meio da compra de alimentos oriundos da agricultura familiar.  Destaca também o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) a respeito da oferta de alimentos frescos, localmente produzidos, orgânicos e muitas vezes, mais compatível com culturas alimentares locais. E ainda cita que o programa também tem contribuído para valorização e preservação dos conhecimentos tradicionais e culturais associados à produção e consumo dos alimentos regionais, tais como farinha de babaçu, baru, cupuaçu, palmitos, umbu, maxixe e jambu.

O relatório cita a Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN), o Plano Nacional de Promoção das Cadeias de Produtos da Sociobiodiversidade (PNPSB) e o Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica, como exemplos de políticas públicas de alimentação e nutrição que integram a biodiversidade.

 

 

Dos 16 capítulos que compõem o documento, o capítulo 6 foi dedicado a tratar sobre a “Biodiversidade e a Transição Nutricional”. O capítulo fala sobre o deslocamento do consumo de alimentos tradicionais, e diversificados para o consumo de alimentos processados e não saudáveis. Ressaltando que a mudança resultou na perda significativa de biodiversidade e agroecossistemas, contribuindo para os níveis alarmantes de sobrepeso e obesidade e o aumento da prevalência mundial de doenças crônicas, como diabetes.

E a sessão 9 do mesmo capítulo, denominado “Integração da Biodiversidade em Políticas Públicas de Alimentação e Nutrição”, trata da necessidade de desenvolvimento de políticas, programas e projetos que integram biodiversidade e nutrição, destacando os compromissos assumidos pelos países na 2ª Conferencia Internacional de Nutrição (Roma, novembro de 2014), dentre estes o desenvolvimento da agricultura sensível à nutrição, onde a biodiversidade tem um papel importante a desempenhar. Dentre as conquistas apontadas no relatório, está a aprovação, este ano, das Diretrizes Voluntárias para a integração da biodiversidade nas políticas, planos e programas de ação sobre nutrição.

As comunidades saudáveis dependem de ecossistemas em bom funcionamento. Eles fornecem ar limpo, água potável, medicamentos e segurança alimentar e nutricional. Eles também limitam doenças e estabilizam o clima. Mas a perda da biodiversidade está acontecendo a taxas nunca antes vistas, impactando a saúde humana em todo o mundo, de acordo com uma revisão da Organização Mundial da Saúde e Convenção sobre a Diversidade Biológica.

O incentivo do consumo de espécies nativas da nossa biodiversidade é um desafio, podendo ser um caminho para a diversidade da alimentação brasileira, assegurando uma alimentação adequada e saudável à população. A perda da biodiversidade alimentar desvaloriza a atribuição da comida como patrimônio cultural da alimentação. O alimento tem uma dimensão que vai além dos nutrientes, ele engloba valores, significados e contextos culturais, ou seja, não se resume somente à dimensão biológica. A globalização produziu a atual homogeneização da alimentação, por isso é importante valorizar os alimentos da biodiversidade brasileira e fortalecer os sistemas alimentares.

Acesso à quantidade, qualidade e diversidade suficiente de alimentos, ar puro, água potável, medicamentos e cuidado da saúde não são apenas centrais para a manutenção de populações saudáveis, eles são pilares fundamentais do desenvolvimento sustentável. Atender os desafios persistentes da perda da biodiversidade, a degração do ecossistema, pandemias emergentes e mudanças nas cargas das doenças  não é uma façanha insuperável, mas requer uma ação baseada em evidências robustas e soluções intersetoriais.

Este abrangente relatório mostra que a perda da biodiversidade, a degradação dos ecossistemas e problemas de saúde muitas vezes compartilham ameaças comuns que indicam para inovações, soluções mutuamente de apoio e intersetoriais.

Para acessar o documento em nossa biblioteca clique aqui



postado por Ramon da Silva Rodrigues Almeida em Quarta-feira, 10 de Junho de 2015

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) lançou a 13ª edição da revista COLECIONA, com a publicação: Fichário d@ Educador Ambiental – “Educação Ambiental e Agricultura Familiar, que está na Bilioteca do Ideias e você pode encontrar aqui.

A publicação volta o olhar ao meio rural, mais particularmente para a Agricultura Familiar, de forma articulada com a educação ambiental, em conjunto com temas como a segurança e soberania alimentar, as lutas camponesas, a agroecologia, a valorização dos saberes tradicionais, entre outros.

Se dá a importância da agricultura familiar como principal produtora de alimentos e, portanto, fonte de abastecimento à mesa da população brasileira, além desse tipo de agricultura garantir a preservação dos biomas, a preservação de sementes crioulas e a manutenção de tradições culturais.

O objetivo do fichário é ser um guia prático que poderá auxiliar na formação, capacitação e aperfeiçoamento na temática da educação ambiental, contendo textos para pensar a própria EA, relatos de ações e projetos de educação ambiental na agricultura familiar, além de entrevistas com diversos estudiosos do tema, inclusive uma entrevista com atual presidenta do Consea, Maria Emília Lisboa Pacheco, que fala sobre segurança alimentar e nutricional e o papel do Consea para a garantia destas. Por fim o fichário traz algumas indicações de leituras que envolvem o tema de educação ambiental, agricultura familiar e meio ambiente.

Por geral busca-se fortalecer as ações de educação ambiental e construir coletivamente estratégias para enfrentar os problemas socioambientais da zona rural que enfrentam os atores da agricultura familiar.



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