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postado por Ramon da Silva Rodrigues Almeida em Quarta-feira, 15 de Julho de 2015

Recentemente uma pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e do portal de Educação Financeira “Meu Bolso Feliz”, mapeou em todas as capitais brasileiras o interesse do consumidor em realizar um consumo consciente e revelou que parte significativa das pessoas (17%) não sabe, como praticar o consumo consciente.

A pauta do consumo é um compromisso reafirmado na Agenda 21 Global, assinada na Rio 92, pois atenta este como causador de diferentes impactos ambientais e sociais. Portanto é necessário despertar esse olhar crítico na população, quanto ao consumo e seus desdobramentos, entendendo o ato de consumir como parte de um sistema maior, que envolve também a produção e o descarte.

Um consumidor consciente é aquele que leva em conta no ato de sua compra todos os aspectos daquele produto, que vai bem além da marca ou do preço. É importante analisar também as questões ambientais, sociais, de saúde humana e animal, econômicas e culturais que envolve toda a produção desse produto.  

Na pesquisa apontou-se que 50,7% dos entrevistados dizem analisar produtos e marcas e desistir da compra se a empresa produtora adotar práticas prejudiciais ao meio ambiente ou à sociedade e demonstra que a população brasileira tem se preocupado com as questões ambientais e de consumo e aceitam até pagar mais caro por produtos que sejam “ambientalmente amigável”.

Pensando nesta questão o Ministério do Meio Ambiente (MMA) dá dicas de atitudes simples que têm impacto positivo em seu “Pequeno guia de consumo em um mundo pequeno”, que você pode encontrar na [Biblioteca do Ideias]. As dicas incluem dar preferência a produtos que possuam selos verdes ou similares, dar preferência aos produtos locais, para incentivar e fomentar a economia local das cidades e evitar o desperdício de alimentos, a dica é servir apenas o que for comer, entre outros.

 

Confira aqui esse “pequeno guia”, é didático e super útil na educação para um consumo consciente!



postado por Ramon da Silva Rodrigues Almeida em Quarta-feira, 08 de Julho de 2015

Temos hoje na [Biblioteca do Ideias] o trabalho científico enviado por alguns usuários da nossa Rede. Essa nova seção da nossa biblioteca é direcionada a trabalhos científicos que tenham como foco a Educação Alimentar e Nutricional (EAN).

A publicação de hoje foi o trabalho de conclusão do Estágio Social d@s alun@s: Monique Tavares, Rodrigo Araujo, Beatrix Belfort e a Letícia Buenoque: Educação nutricional para crianças em uma escola pública de Vila VelhaSeu trabalho baseou-se em ações e atividades em uma escola pública de Vila Velha no Espírito Santo, visando promover o desenvolvimento de hábitos alimentares saudáveis nas crianças por meio de técnicas e atividades lúdicas sobre nutrição.

Dentre os objetivos do trabalho, era gerar reflexões estratégicas n@s professor@s, para est@s conseguirem despertar o interesse das crianças sobre o tema alimentar e assim gerar mudanças nos hábitos alimentares destas.

A educação alimentar e nutricional é o principal instrumento usado na intervenção, pois visa capacitar o indivíduo a agir conscientemente diante das situações novas da vida, relacionadas à alimentação, com aproveitamento de experiências anteriores, tendo em vista a integração, a continuidade e o progresso no âmbito social, individual ou coletivo à luz da construção de bons hábitos alimentares desde a tenra idade.

O papel desempenhado da alimentação acompanha todos os ciclos de vida dos indivíduos, portanto a idade escolar se caracteriza por um período em que a criança apresenta um metabolismo muito mais intenso quando comparado ao do adulto e é de importante relevância para o desenvolvimento de hábitos alimentares saudáveis.

Para ver o artigo completo dessa ação, veja aqui! E faça como a Monique, o Rodrigo, a Beatrix e a Letícia, envie seus trabalhos para compor nossa biblioteca. É simples, bastar preencher esse formulário aqui.

Além de fazer parte da biblioteca do Ideias, os trabalhos enviados poderão ser divulgados aqui no blog e em outras ferramentas da rede.

Participe e também convide seus alunos, professores, amigos e colegas para enviarem seus trabalhos! 



postado por Débora Castilho em Quarta-feira, 01 de Julho de 2015

“Dar um sentido, ter sentido, tomar um sentido... Essas expressões comuns ajudam imediatamente a entender a importância dos sentidos para a nossa orientação. A orientação dos sentidos contribui determinantemente para a definição das escolhas de consumo e estilos de vida de cada um de nós.”

Pensando nisso o [Biblioteca do Ideias] hoje traz a publicação do Slow Food - Em que sentido? Pequeno Manual de Educação Sensorial”, o manual visa trabalhar percepções polissensoriais: emoções, memórias e experiências com os nossos sentidos (visão, olfato, tato, paladar, audição). O documento traz também algumas sugestões de atividades educativas relacionadas ao tema. 

 

 

A globalização e hábitos de vida ocidentais, que apesar de terem ampliado alguns horizontes, estão de certa forma submetendo-nos a uma verdadeira privação sensorial, com efeitos imponderáveis sobre o desenvolvimento e equilíbrio.

 Segundo alguns antropólogos, por exemplo, a poluição das metrópoles induz a um reflexo condicionado que provoca uma espécie de apnéia, responsável pela progressiva perda de sensibilidade do olfato.

O mesmo vale para a alimentação. O gosto repetitivo e sempre igual de muitos produtos industrializados, ligado ao abundante uso de adoçantes, sais e especiarias artificiais, induz a uma diminuição progressiva da sensibilidade gustativa, que por vez faz aumentar o uso desses aditivos.

O condicionamento que se cria é traduzido em uma sensibilidade limitada. Isso nos torna incapazes de reconhecer e apreciar o gosto variado e sempre diferente de muitos alimentos “ao natural”, como frutas e vegetais locais e sazonais, que muitas vezes trocamos por insípidos cultivados em estufa.  A aposta é alta: corremos o risco de comprometer irremediavelmente as nossas potencialidades, que comportam a capacidade de escolhas diferenciadas e múltiplas, transformando-nos em consumidores “robô”, guiados por sentidos cada vez menos capazes de distinguir e selecionar.

Redescobrir a natureza como origem de tudo o que nos cerca, inclusive o desenvolvimento tecnológico, é o primeiro passo para recuperar o espaço perdido, a diversidade e a multiplicidade dos estímulos necessários para regenerar os sentidos, e consequentemente emoções e pensamentos.

A oficina de educação dos sentidos ilustrada no manual oferece ao participante a possibilidade de viver experiências que ajudam a reconhecer e interpretar os estímulos sensoriais e a se tornar mais conscientes das escolhas de consumo.

Em nossa biblioteca além de você encontrar este manual, você pode encontrar um outro manual também produzido pelo Slow Food, chamado: “Até as origens do gosto, ele também aborda a temática da sensorialidade dos alimentos e traz alguns exemplos de atividades lúdicas, com o objetivo de treinar os sentidos (visão, olfato, tato, paladar, audição) e de adqui­rir um primeiro vocabulário sobre degustação.

 

 

 

 

 

 



postado por Rafael Rioja Arantes em Quarta-feira, 24 de Junho de 2015

Masanobu Fukuoka (Fev. 1913 – Ago. 2008), agricultor e filósofo Japonês, foi o autor de “Agricultura Natural”. A obra é resultado de 50 anos de trabalho dedicado a uma agricultura natural baseada na recuperação dos danos causados pelo homem na natureza através do uso intensivo de pesticidas e inseticidas. Fukuoka recebeu em 1988 o prêmio Magsaysay por Serviços Públicos, o prêmio é equivalente ao Nobel na Ásia.

Masanobu era filho de pais camponeses e foi nascido e criado no Japão formando-se em microbiologia com especialização em patologias de plantas. Quando começou a trabalhar colocou-se a questionar sobre os métodos que era ensinado com alto uso de agrotóxicos para manejo dos solos e plantas com a justificativa do aumento da produção de alimentos. Foi então que o agricultor se dedicou a um método, que posteriormente levaria o seu nome, centrado na “não-intervenção” nas plantações.

O “Método Fukuoka” possui quatro princípios básicos, são eles: Não- revirar a terra, não deserbar (tirar as ervas daninhas), não usar fertilizantes e adubos, e não usar pesticidas. Desta forma aquilo que é visto como praga nas plantações convencionais passa a ser um aliado, garantindo-se os processos naturais da maneira com que eles ocorrem na natureza.

A intervenção humana deve ser mínima de forma a otimizar as condições encontradas no local, utilizando o mínimo de interferência possível para contornar os desequilíbrios. Apesar da pouca intervenção, a técnica exige manejo constante, e é com base na experiência prática vivendo 50 anos em uma plantação de arroz cultivada dentro destes princípios que o livro é escrito.

A principal preocupação do Fukuoka era o alto nível de intervenção humana na terra com uso de materiais químicos que deterioram a qualidade do solo, ar e água. Durante os 50 anos ele produziu as mesmas quantidades de arroz ou até mais do que os produtores que usavam agrotóxicos, mostrando que o seu sistema além de proteger e recuperar a natureza é também viável.

Apesar de ter sido mais influente no século XX seu método continua bastante atual e serve de inspiração e base teórica para o desenvolvimento de práticas alternativas, como orgânicos, agroecologia e permacultura, que propõem um modelo sustentável que substitua o modelo vigente. 

Você pode conferir essa obra no Biblioteca do Ideiashttp://goo.gl/ztg6QU



postado por Débora Castilho em Quarta-feira, 17 de Junho de 2015

O documento, “Connecting Global Priorities: Biodiversity and Human Health” foi lançado na última semana, em Bruxelas, na maior conferência anual da Europa sobre a política ambiental, com foco nas complexas e multifacetadas conexões entre a biodiversidade e a saúde humana, e como a perda da biodiversidade pode influenciar negativamente a saúde. Esta é uma das primeiras revisões integrativas que reúne conhecimentos de várias disciplinas cientificas, incluindo saúde publica, conservação, agricultura, epidemiologia e desenvolvimento. 

 

A publicação destaca as Políticas Públicas Brasileiras de Alimentação e Nutrição que integram a biodiversidade, e ressalta a importância do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), na integração com a biodiversidade por meio da oferta de alimentos diversificados (incluindo frutas e legumes) no ambiente escolar, e o incentivo à conservação da biodiversidade por meio da compra de alimentos oriundos da agricultura familiar.  Destaca também o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) a respeito da oferta de alimentos frescos, localmente produzidos, orgânicos e muitas vezes, mais compatível com culturas alimentares locais. E ainda cita que o programa também tem contribuído para valorização e preservação dos conhecimentos tradicionais e culturais associados à produção e consumo dos alimentos regionais, tais como farinha de babaçu, baru, cupuaçu, palmitos, umbu, maxixe e jambu.

O relatório cita a Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN), o Plano Nacional de Promoção das Cadeias de Produtos da Sociobiodiversidade (PNPSB) e o Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica, como exemplos de políticas públicas de alimentação e nutrição que integram a biodiversidade.

 

 

Dos 16 capítulos que compõem o documento, o capítulo 6 foi dedicado a tratar sobre a “Biodiversidade e a Transição Nutricional”. O capítulo fala sobre o deslocamento do consumo de alimentos tradicionais, e diversificados para o consumo de alimentos processados e não saudáveis. Ressaltando que a mudança resultou na perda significativa de biodiversidade e agroecossistemas, contribuindo para os níveis alarmantes de sobrepeso e obesidade e o aumento da prevalência mundial de doenças crônicas, como diabetes.

E a sessão 9 do mesmo capítulo, denominado “Integração da Biodiversidade em Políticas Públicas de Alimentação e Nutrição”, trata da necessidade de desenvolvimento de políticas, programas e projetos que integram biodiversidade e nutrição, destacando os compromissos assumidos pelos países na 2ª Conferencia Internacional de Nutrição (Roma, novembro de 2014), dentre estes o desenvolvimento da agricultura sensível à nutrição, onde a biodiversidade tem um papel importante a desempenhar. Dentre as conquistas apontadas no relatório, está a aprovação, este ano, das Diretrizes Voluntárias para a integração da biodiversidade nas políticas, planos e programas de ação sobre nutrição.

As comunidades saudáveis dependem de ecossistemas em bom funcionamento. Eles fornecem ar limpo, água potável, medicamentos e segurança alimentar e nutricional. Eles também limitam doenças e estabilizam o clima. Mas a perda da biodiversidade está acontecendo a taxas nunca antes vistas, impactando a saúde humana em todo o mundo, de acordo com uma revisão da Organização Mundial da Saúde e Convenção sobre a Diversidade Biológica.

O incentivo do consumo de espécies nativas da nossa biodiversidade é um desafio, podendo ser um caminho para a diversidade da alimentação brasileira, assegurando uma alimentação adequada e saudável à população. A perda da biodiversidade alimentar desvaloriza a atribuição da comida como patrimônio cultural da alimentação. O alimento tem uma dimensão que vai além dos nutrientes, ele engloba valores, significados e contextos culturais, ou seja, não se resume somente à dimensão biológica. A globalização produziu a atual homogeneização da alimentação, por isso é importante valorizar os alimentos da biodiversidade brasileira e fortalecer os sistemas alimentares.

Acesso à quantidade, qualidade e diversidade suficiente de alimentos, ar puro, água potável, medicamentos e cuidado da saúde não são apenas centrais para a manutenção de populações saudáveis, eles são pilares fundamentais do desenvolvimento sustentável. Atender os desafios persistentes da perda da biodiversidade, a degração do ecossistema, pandemias emergentes e mudanças nas cargas das doenças  não é uma façanha insuperável, mas requer uma ação baseada em evidências robustas e soluções intersetoriais.

Este abrangente relatório mostra que a perda da biodiversidade, a degradação dos ecossistemas e problemas de saúde muitas vezes compartilham ameaças comuns que indicam para inovações, soluções mutuamente de apoio e intersetoriais.

Para acessar o documento em nossa biblioteca clique aqui



postado por Ramon da Silva Rodrigues Almeida em Quarta-feira, 10 de Junho de 2015

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) lançou a 13ª edição da revista COLECIONA, com a publicação: Fichário d@ Educador Ambiental – “Educação Ambiental e Agricultura Familiar, que está na Bilioteca do Ideias e você pode encontrar aqui.

A publicação volta o olhar ao meio rural, mais particularmente para a Agricultura Familiar, de forma articulada com a educação ambiental, em conjunto com temas como a segurança e soberania alimentar, as lutas camponesas, a agroecologia, a valorização dos saberes tradicionais, entre outros.

Se dá a importância da agricultura familiar como principal produtora de alimentos e, portanto, fonte de abastecimento à mesa da população brasileira, além desse tipo de agricultura garantir a preservação dos biomas, a preservação de sementes crioulas e a manutenção de tradições culturais.

O objetivo do fichário é ser um guia prático que poderá auxiliar na formação, capacitação e aperfeiçoamento na temática da educação ambiental, contendo textos para pensar a própria EA, relatos de ações e projetos de educação ambiental na agricultura familiar, além de entrevistas com diversos estudiosos do tema, inclusive uma entrevista com atual presidenta do Consea, Maria Emília Lisboa Pacheco, que fala sobre segurança alimentar e nutricional e o papel do Consea para a garantia destas. Por fim o fichário traz algumas indicações de leituras que envolvem o tema de educação ambiental, agricultura familiar e meio ambiente.

Por geral busca-se fortalecer as ações de educação ambiental e construir coletivamente estratégias para enfrentar os problemas socioambientais da zona rural que enfrentam os atores da agricultura familiar.



postado por Débora Castilho em Quarta-feira, 03 de Junho de 2015

O [Biblioteca do Ideias] de hoje traz  o recente lançamento do Ministério da saúde, o  “Marco de Referência de Vigilância Alimentar e Nutricional na Atenção Básica”, que foi lançado em abril deste ano. O material foi elaborado pela Coordenação Geral de Alimentação e Nutrição (CGAN/DAB/SAS/MS) para qualificar as ações da Atenção Nutricional do SUS. 

 

 

O Marco objetiva apoiar profissionais e gestores para a organização da Vigilância Alimentar e Nutricional (VAN) na Atenção Básica (AB) e refere-se às equipes como um leque maior de modelagens para as diferentes populações e realidades do Brasil. Além dos modelos tradicionais de atenção básica e dos diversos formatos da Estratégia Saúde da Família, também são considerados integrantes das equipes de AB os profissionais dos Núcleos de Apoio à Saúde da Família (Nasf), os Consultórios na Rua, as equipes de Saúde da Família para o atendimento da população ribeirinha e os Programas Saúde na Escola e Academia da Saúde.

A vigilância em saúde tem como objetivo a análise permanente da situação de saúde da população para a organização e a execução de práticas mais adequadas ao enfrentamento dos problemas existentes, devendo estar inserida no cotidiano das equipes de Atenção Básica (AB). A VAN é parte da vigilância em saúde e foi instituída no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) pela Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990, em seu artigo 6º.

A identificação da situação alimentar e nutricional configura-se como um importante instrumento para o monitoramento da realização do Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA) e da promoção da soberania e da segurança alimentar e nutricional, na medida em que a análise de indicadores de saúde e nutrição expressa as múltiplas dimensões da (in)segurança alimentar e nutricional.

A VAN pode auxiliar gestores e profissionais na garantia do cuidado integral à saúde, subsidiando a elaboração de estratégias de prevenção e de tratamento dos agravos e o desenvolvimento de ações de promoção da saúde e de segurança alimentar e nutricional.

O marco de referência identifica, define e esclarece os conceitos e as metodologias da VAN na Atenção Básica, assim como os contextos dos quais essa prática se origina e se insere atualmente.

Juntamente com o Marco, o Ministério da Saúde, lançou também uma cartilha de “Orientações para Avaliação de Marcadores de Consumo Alimentar na Atenção Básica”. 



A publicação apresenta orientações para a utilização dos novos formulários para avaliação do consumo alimentar a serem adotados na Atenção básica, visando a melhorias no processo de trabalho das equipes. Além disso, possibilita a orientação em relação à produção de indicadores a partir dos dados coletados, subsidiando a análise e a formulação de políticas e as ações de alimentação e nutrição com base na realidade local.

Conheça os materiais em nossa biblioteca clicando aqui e aqui. Leia, divulgue e utilize em sua prática! 


 



postado por Equipe Ideias na Mesa em Quarta-feira, 27 de Maio de 2015

A Rede Ideias na Mesa lançou recentemente uma nova seção da biblioteca direcionada a trabalhos científicos que tenham como foco a Educação Alimentar e Nutricional (EAN). O intuito é criar um grande acervo de quem pensa, pesquisa e estuda EAN.

No espaço poderão ser encontrados trabalhos de conclusão de curso, de iniciação científica, dissertações, teses e artigos científicos que tenham como foco a Educação Alimentar e Nutricional. Os trabalhos, produzidos pelos próprios usuários da rede, vão desde revisões de literatura, intervenções, avaliações de ações, criação e análise de materiais educativos, entre outros. 

Pensando nisso o post [Biblioteca do Ideias] de hoje traz um trabalho científico enviado por uma usuária da Rede.

O estudo foi um Trabalho de Conclusão de Curso de Graduação em Nutrição, e teve por título “A importância da Educação Alimentar e Nutricional em ações políticas para redução do consumo de sódio”. O objetivo do trabalho foi discutir a importância da Educação Alimentar e Nutricional (EAN) no planejamento de ações políticas nacionais que reforcem a diminuição no teor de sódio pela população brasileira. Foi realizada análise de documentos técnicos e de publicações referentes à redução do consumo de sódio da população brasileira e internacional.

A pesquisa descreveu sobre as características do perfil nutricional da população mundial e brasileira em relação ao consumo de alimentos industrializados e com altos teores de sódio, no qual foi observado que o brasileiro está consumindo 4,5 gramas de sódio por pessoa por dia (g/p/d), apontando que está ocorrendo o dobro do consumo do limite máximo recomendado pela OMS de 2 g/p/d.

 

 

Foi realizada a avaliação da experiência brasileira e internacional na construção e implementação de estratégias para redução de sódio nos alimentos processados, e foi visto que no Brasil está sendo implementada a estratégia de redução de sódio dos alimentos industrializados, existindo ainda a necessidade de aumentar o número de práticas de ações de Educação Alimentar e Nutricional (EAN). No âmbito internacional foi observado que existem alguns países que conseguiram implementar ações de EAN e obtiveram sucesso nos resultados de saúde da população.

Identificou-se, então, o papel da Educação Alimentar e Nutricional na promoção de hábitos alimentares saudáveis, no contexto da realização do Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA) e da garantia da Segurança Alimentar e Nutricional (SAN), para a redução do consumo de sódio.

Para ler mais sobre o estudo acesse aqui! E faça como a Débora Castilho, envie seus trabalhos para compor esta rica seção. Para participar é muito simples: basta preencher este formulário aqui!

Além de fazer parte da biblioteca do Ideias, os trabalhos enviados poderão ser divulgados aqui no blog e em outras ferramentas da rede.

Participe e também convide seus alunos, professores, amigos e colegas para enviarem seus trabalhos!  



postado por Ramon da Silva Rodrigues Almeida em Quinta-feira, 14 de Maio de 2015

Segundo a Associação Brasileira de Alergia cerca de 8% das crianças e 3% dos adultos possuem alergia alimentar no país.

E infelizmente as informações adequadas não são passadas aos consumidores. No Brasil não existe ainda nenhuma legislação que obrigue os fabricantes a demonstrar nos rótulos dos produtos a presença de substâncias alérgenas.

Dessa forma, muitos dos consumidores que sofrem com essa falta de informação ou pelos males da alergia alimentar buscam informações por meios de grupos nas redes sociais ou nos serviços de atendimento ao cliente para saber se tais produtos oferecem riscos à sua saúde ou de sua família.

Pensando nessa parte da população, foi lançada a campanha "Põe no Rótulo", idealizada por algumas mães de alérgicos, cuja diretora é a advogada Maria Cecília Cury, que junto com a Proteste busca trazer esclarecimentos e informações aos consumidores.

E a fim de garantir essas informações básicas à população relacionados à alergia alimentar, foi lançada a Cartilha da Alergia Alimentar, que traz esclarecimentos sobre o que é a alergia alimentar, como funciona a rotulagem de alimentos e várias outras dicas do tema. Você encontra a Cartilha da Alergia Alimentar na Biblioteca do Ideias.

Além dessa cartilha, a "Põe no Rótulo" também lançou o Guia para alergia alimentar nas escolas, a fim de esclarecer e ajudar pais e as escolas sobre as crianças que sofrem com alergia alimentar. Você pode conferir esse Guia que também está presente em nossa Biblioteca aqui.



postado por Ramon da Silva Rodrigues Almeida em Quarta-feira, 06 de Maio de 2015

Em março deste ano o Ministério do Desenvolvimento Agrário lançou a “Coletânea sobre estudos rurais e gênero – Prêmio Margarida Alves 4ª Edição – Mulheres e agroecologia” que dá visibilidade às práticas agrícolas desenvolvidas pelas mulheres rurais, que representam 47,9%, segundo o IBGE, de toda a população rural do país.

As suas práticas são fortes ferramentas para estimular a igualdade de gênero na agricultura e na sociedade em geral e acaba gerando um espaço de visibilidade às lutas dessas mulheres se firmarem como protagonistas de transformações no meio social e cotidiano.

A Coletânea lançada dialoga com as políticas públicas desenvolvidas pelo governo federal que visam estimular a agroecologia e a produção de orgânicos no país, como o Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica, executado pelo MDA, além de outras. Contudo o foco de todas é o mesmo, estimular o desenvolvimento da agroecologia em conjunto com uma economia feminista solidária e a segurança alimentar e nutricional.

“A agroecologia é instrumento de empoderamento das mulheres, é resistência e mecanismo de superação da dominação patriarcal, se vista sob a ótica feminista” diz Magnólia e Sarah, autoras de um dos ensaios que fazem parte da publicação.

Essa edição da Coletânea aborda trabalhos com temas diversos como: protagonismo das mulheres na produção e comercialização agroecológica, saberes tradicionais, políticas públicas, organização social, articulação em redes, entre outros.

Por finalidade esses temas buscam promover o papel das mulheres dentro do movimento agroecológico e como a participação de acadêmicas (os), das trabalhadoras rurais e das entidades representativas podem desenvolver políticas públicas que fortalecerão os movimentos de mulheres, da segurança alimentar e nutricional e da agroecologia.

O Prêmio Margarida Alves de Estudos Rurais e Gênero e a coletânea de artigos são promovidos pelo MDA – por meio da Diretoria de Políticas para as Mulheres Rurais e Quilombolas (DPMR) e do Núcleo de Estudos Agrários e Desenvolvimento Rural (Nead) –, pela Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres da Presidência da República e pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

O nome do prêmio é uma homenagem a Margarida Maria Alves, a primeira mulher eleita, em 1973, para a presidência do Sindicato de Trabalhadores Rurais de Alagoa Grande, na Paraíba. Em plena ditadura militar, Margarida foi uma das pioneiras na luta pelos direitos dos trabalhadores rurais. Ela tornou-se um símbolo político e tem seu nome carregado em uma marcha que reúne todos os anos, em Brasília, no dia 12 de agosto, milhares de mulheres trabalhadoras rurais: a Marcha das Margaridas.

Confira essa coletânea de trabalhos aqui na Biblioteca do Ideias!



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