Ideias na Mesa - Blog


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postado por Rafael Rioja Arantes em Quarta-feira, 27 de Abril de 2016

Você sabia que o Ideias abriu um espaço específico para o compartilhamento de trabalhos de conclusão, teses e dissertações em educação alimentar e nutricional? Alguns materiais já estão disponíveis, e hoje compartilhamos a dissertação de mestrado da Mariana Carvalho de Menezes.

No embasamento de sua dissertação, Marina ressaltou os estudos que revelam o aumento da contribuição de gorduras totais e saturadas na dieta da população e seus malefícios, demonstrando a necessidade de intervenções nutricionais que visem uma mudança comportamental. Ela relatou ainda que até o momento de sua pesquisa não existiam iniciativas com este enfoque no Brasil.

Menezes analisou a composição e percepção corporal de 71 mulheres do Serviço Público de Promoção da Saúde de Belo Horizonte-MG com base no Modelo Transteórico (MT). Em seu estudo, foram desenvolvidas além do acompanhamento nutricional e prática de atividade física, oficinas de educação alimentar e nutricional para todos os participantes. Em relação ao grupo intervenção, foram ministradas oficinas extras sobre o consumo de óleos e gorduras.

As atividades de educação alimentar e nutricional foram feitas de forma coletiva e focadas na construção de conceitos que pudessem ser aplicados no cotidiano de suas rotinas. Os temas abordados levaram em consideração os interesses e conhecimentos prévios do grupo acerca do tema alimentar, e dentre eles, falou-se a respeito de planejamento de cardápios, compra de alimentos e leitura de rótulos. Para qualificar as intervenções, materiais divulgados pelo Ministério da Saúde como o Guia Alimentar, Caderno de Atenção Básica da Obesidade entre outros foram utilizados juntamente com materiais lúdicos e educativos. Para o grupo intervenção (GI), foram ministradas intervenções extras com enfoque no consumo de óleos e gorduras e classificação de acordo com o MT.

Após a intervenção, participantes do GI apresentaram melhora na percepção corporal, redução de peso e Índice de Massa Corporal (IMC), e diminuição do consumo de calorias e de alimentos ricos em gorduras. Em relação ao modelo transteórico, também foi observado uma mudança positiva de atitude e progressão dentro do modelo.

O estudo concluiu que as intervenções e atividades de educação alimentar e nutricional promoveram uma redução no consumo de calorias e alimentos ricos em gorduras, peso e uma melhoria na percepção corporal. 

Leia a íntegra da dissertação


Tem um trabalho de conclusão de curso, dissertação ou tese na área de educação alimentar e nutricional? Faça o cadastro e envia pra gente! 



postado por Débora Castilho em Quarta-feira, 20 de Abril de 2016

Ontem, dia 19 de abril, foi celebrado o dia do Índio, figura tão importante na cultura alimentar do nosso país. Pensando nisso, a sessão temática [Biblioteca do Ideias] traz o artigo científico “Segurança alimentar em famílias indígenas Teréna, Mato Grosso do Sul, Brasil”, escrito por Thatiana Fávaro e colaboradores. O artigo buscou descrever a situação de segurança alimentar vivenciada por famílias Teréna, das aldeias Água Azul, Olho D’Água e Oliveiras, Mato Grosso do Sul, Brasil. Foram investigadas 49 famílias que continham em seu núcleo crianças menores de sessenta meses e obtidas informações sobre renda, densidade familiar, escolaridade materna e consumo alimentar das crianças.

“No Brasil, os povos indígenas estão expostos a transformações ambientais e sócio-econômicas, que os colocam em situação de alta vulnerabilidade frente a problemas de ordem alimentar e nutricional. Nesse sentido, estudos pontuais realizados em comunidades indígenas revelam a fragilidade de muitos povos frente às consequências das carências alimentares, como a elevada prevalência de nanismo nutricional em crianças menores de cinco anos, também favorecida por precárias condições de saneamento, entre outros determinantes.”

O estudo verificou que a prevalência de famílias com algum grau de insegurança alimentar foi 75,5%, 22,4% das famílias com insegurança leve, 32,7% moderada e 20,4% grave. Grande parte das famílias (67,3%) convive com o medo de ficar sem alimentos. Um quarto das mulheres entrevistadas afirmou ter passado por situações de fome no mês anterior à entrevista e 14,3% (7) apontaram que o mesmo ocorreu com as crianças da casa. Situações mais graves de insegurança alimentar foram observadas em famílias com menor renda mensal per capita, menor escolaridade materna, maior densidade domiciliar, maior número de filhos por grupo familiar e cuja dieta das crianças era insuficiente, sobretudo em proteínas e ferro.

O artigo conclui que o acesso a alimentos de qualidade, em quantidades suficientes e adequadas à cultura alimentar ainda é um obstáculo a ser ultrapassado por essa população. É importante lembrar que o significado da produção de alimentos na cultura Teréna vai além da manutenção do corpo e faz parte do modo de ser Teréna. Nesse sentido, a garantia da terra tantas vezes reivindicada pelas lideranças, assim como outras ações transdisciplinares e a participação comunitária devem ser priorizadas a fim de que possam vir a promover a segurança alimentar e nutricional.

Acesse a [Biblioteca do Ideias] e confira o artigo na íntegra



postado por Débora Castilho em Quarta-feira, 13 de Abril de 2016

A escola é uma instituição responsável pela formação de pessoas que estão em processo de desenvolvimento. Todos que estão ali (professores, funcionários, alunos, pais, donos (as) de cantinas), que formam a comunidade escolar, precisam estar envolvidos com o processo educativo, porque a vida, a saúde e a preparação de um futuro melhor e mais saudável para nossas crianças e jovens é uma responsabilidade não só do Estado ou da família, mas de todos nós.

E a escola também tem o papel de educar a criança para que ela se torne um cidadão crítico, que saiba fazer escolhas adequadas e de forma responsável, inclusive as escolhas alimentares.

É neste ambiente de educação que também se encontra a Cantina Escolar, a quem cabe também um papel ativo muito importante como estimuladora de hábitos alimentares saudáveis e influenciadora na formação do indivíduo, dentro do ambiente escolar.

Sendo assim, o [Biblioteca do Ideias] vem destacar o “Manual das Cantinas Escolares Saudáveis: Promovendo a alimentação saudável”. O Manual foi elaborado pela Coordenação-Geral da Política de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde em parceria com o Observatório de Políticas de Segurança Alimentar e Nutrição (OPSAN).

 

Ele tem por objetivo principal apoiar a transformação de cantinas não saudáveis, passando de forma clara e simples, informações sobre a importância da alimentação e nutrição, bem como estratégias de implantação da cantina saudável.

O Manual é um guia para todos(as) donos e donas de cantinas escolares que queiram transformar seus estabelecimentos em locais para a promoção da alimentação saudável. Nele contém informações fundamentais sobre Alimentação e Nutrição: o que é um lanche saudável e como promovê-lo; orientações sobre normas de higiene; estratégias e sugestões de um cronograma para implantar a cantina saudável, dentre outras.

A publicação é também a apostila utilizada pelo curso online: Cantinas Escolares Saudáveis - promovendo a alimentação saudável, disponibilizado pela Rede de Alimentação e Nutrição do Sistema Único de Saúde - RedeNutri. O curso, assim como o manual, é voltado para donos de cantinas e demais integrantes da comunidade escolar e tem por finalidade a reflexão sobre o papel que a cantina pode ter na promoção da alimentação adequada e saudável no ambiente escolar.

 

Quer saber mais?

Confira o manual completo em nossa Biblioteca! E para acessar o curso online da Redenutri clique aqui!

Além do Manual e do curso da redenutri, há também o site - Cantina saudável: http://www.cantinasaudavel.com.br/

 



postado por Débora Castilho em Quarta-feira, 06 de Abril de 2016

Sabe-se que faz parte da competência do nutricionista zelar pela preservação, promoção e recuperação da saúde, alimentação e nutrição no ambiente escolar.

Para isto, as normas que abordam a atuação do nutricionista no âmbito do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), estabelecem que este profissional seja o responsável por um conjunto de ações técnicas tais como: realizar o diagnóstico e o acompanhamento do estado nutricional; planejar, elaborar, acompanhar e avaliar o cardápio da alimentação escolar, levando em consideração as necessidades alimentares específicas de crianças, adolescentes e adultos.

Também deve propor e realizar ações de Educação Alimentar e Nutricional (EAN) considerando as distintas fases da vida, etapas do sistema alimentar e as interações e significados que compõem o comportamento alimentar.

Pensando nisso o [Biblioteca do ideias] hoje destaca o “Manual de Orientação para a Alimentação Escolar na Educação Infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio e na Educação de Jovens e Adultos”.

O manual tem por objetivo oferecer informações que auxiliem suas ações no desenvolvimento e operacionalização das atividades inerentes ao PNAE, quando relacionadas ao fornecimento de alimentação escolar diferenciada de acordo com as necessidades específicas de cada etapa do ciclo de vida, bem como das etapas de ensino: educação infantil, ensino fundamental, ensino médio e Educação de Jovens e Adultos.

A proposta do Manual é servir de orientação para os nutricionistas, diretores, professores e demais profissionais envolvidos com o programa de alimentação escolar no processo de educação nutricional, contendo informações sobre a promoção da alimentação saudável nas escolas.

Para baixar e saber mais sobre o Manual clique aqui: http://goo.gl/ZrwKfP

 



postado por Ramon da Silva Rodrigues Almeida em Quarta-feira, 30 de Março de 2016

 As boas práticas nutricionais são um conjunto de medidas para garantir a adequação nutricional das refeições e dos alimentos em geral para atender as necessidades e demandas da população.

Nos dias de hoje, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o consumo de sódio e açúcar aumentou, além dos inúmeros avanços de casos de obesidade, principalmente a infantil em todo o país.

Além disso, as doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes, hipertensão, câncer são consideradas um sério problema de saúde pública, e já são responsáveis por 63% das mortes no mundo, segundo estimativas da OMS.

Portanto uma alimentação saudável e adequada é uma forma de evitar o agravamento desses quadros da saúde pública do Brasil, principalmente pelo intensivo hábito dos brasileiros de se alimentar fora de casa, em restaurantes, ou outros estabelecimentos.

Por isso, separamos o Guia de Boas Práticas Nutricionais para Restaurantes Coletivos  da [Biblioteca do Ideias] para ajudar na orientação dos serviços de alimentação e  na preparação dos alimentos em restaurantes coletivos  e melhorar o perfil nutricional dos alimentos.

O objetivo do Manual é orientar os restaurantes coletivos a adotarem as Boas Práticas Nutricionais no preparo das refeições, de forma a contribuir para a oferta de uma alimentação mais saudável à população, com vistas a disponibilizar para a população preparações com quantidades menores de açúcar, gordura saturada, gordura trans e sódio no produto final.

O documento ainda traz exemplos de Fichas Técnicas de Preparação (FTP) para ajudar os profissionais a prepararem os alimentos.

Veja na [Biblioteca do Ideias] essa publicação!



postado por Rafael Rioja Arantes em Quarta-feira, 23 de Março de 2016

O dia 22 de março é considerado o Dia Mundial da água desde 1992 quando a Organização das Nações Unidas decretou a data para que fossem realizadas discussões sobre este bem tão precioso. A água é um elemento fundamental para vida e é utilizada nas mais diversas atividades, por isto, o seu acesso é um direito universal e também o uso consciente uma responsabilidade de todos.

Cada vez mais questões relacionados a crise hídrica vem se acentuando nas grandes metrópoles mundiais, e no Brasil o cenário não é diferente. Neste sentido, a ONG Proteste, organismo a serviço do consumidor brasileiro, lançou uma cartilha disponível em nossa biblioteca com orientações para o uso racional da água e informações sobre a garantia do acesso. O documento apresenta considerações acerca da importância deste líquido e evidencia como o seu acesso deve ser garantido de acordo com o Código de Defesa do Consumidor além do que deve ser feito caso algum problema ocorra.  

O PROTESTE fala também do papel da sociedade civil na cobrança de uma administração racional dos recursos hídricos, afinal de contas as secas dizem respeito não apenas a fenômenos meteorológicos, mas à gestão adequada destes recursos. A entidade também fornece dicas de como podemos economizar água a nível individual, como por exemplo utilizar cisternas para armazenamento de água da chuva para ser utilizada ao regar plantas, lavar calçadas e carros, monitorar constantemente possíveis vazamentos e fechar torneiras e chuveiros quando utiliza-los.

É importante ressaltar que as ações individuais são fundamentais para proteger a sustentabilidade hídrica, entretanto, é também preciso ter em mente que os principais setores responsáveis - e disparado - pela utilização de água são o agrícola e o industrial. Desta forma, a sociedade civil precisa cobrar assim como as entidades verificarem que eles se comprometam e façam um uso responsável deste bem.

Algumas indústrias são responsáveis por liberar contaminantes químicos que comprometem a qualidade da água e a biodiversidade de rios e mananciais. A agroindústria não é diferente, o uso irresponsável e indiscriminado de agrotóxicos nas lavouras traz além de problemas para saúde humana, grandes prejuízos à aquíferos, solo e o ar que são contaminados com os venenos.

Acesse a cartilha em nossa biblioteca.        




postado por Ramon da Silva Rodrigues Almeida em Quarta-feira, 09 de Março de 2016

Sabemos que o lugar das mulheres é onde elas quiserem, seja dentro de um escritório, um laboratório cientifico, dirigindo um ônibus, mas é inegável o papel pioneiro que estas possuem no cozinhar e na alimentação.

Mas como disse a agrônoma Miriam Nobre, em sua entrevista para a 6ª Revista Ideias na Mesa: “Gostaria muito que a gente exercitasse mais o cozinhar coletivamente”, e que o cozinhar não seja reduzido à figura da mulher e perpetue mais preconceitos e estigmas.

Contudo, como já dito, o protagonismo no cozinhar ainda é feminino, principalmente nas cozinhas das escolas e creches de todo o mundo, com a figura das merendeiras.

Dessa forma, hoje na [Biblioteca do Ideias] trazemos o Manual da Merendeira,  para valorizar e colaborar ainda mais o papel dessas mulheres, assim como a sua função de alimentar as/os estudantes.

O PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar) compreende o papel que a merendeira desempenha como agente condutora das técnicas adequadas para o preparo da merenda e das informações sobre os bons hábitos alimentares.

Sabido uma alimentação saudável e adequada é e extrema importância para o rendimento das/dos estudantes em sala de aula.

O Manual conta com algumas noções sobre alimentação e nutrição, orientações para a elaboração do cardápio escolar, cuidados sobre a higiene pessoal e dos alimentos, dicas para o armazenamento dos gêneros alimentícios, entre outros.

 

 

Confira todas essas dicas e orientações do Manual da Merendeira completas na [Biblioteca do Ideias].



postado por Ramon da Silva Rodrigues Almeida em Quarta-feira, 02 de Março de 2016

Sabia que comemoramos do dia 29 de fevereiro até o dia 6 de março a Semana Mundial da Consciência sobre o Sal?

No Brasil, o consumo de sal aumentoudevido, devido ao sal escondido ou não nos alimentos ultraprocessados.

O Ideias na Mesa também apoia a Semana Mundial da Consciência sobre o Sal e como forma de fortalecer a luta, apresentamos na [Biblioteca do Ideias] de hoje, a Cartilha da Boa Alimentação: excesso de sal faz mal à saúde, desenvolvida pela Associação Brasileira de Mulheres Médicas e pela Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo.

 

Por meio de uma linguagem fácil e acessível, a cartilha mostra a importância de que manter uma alimentação saudável ao longo da vida é essencial para prevenir problemas de saúde em todas as idades.

O consumo de sal entre a população brasileira aumentou gradativamente e consequentemente os riscos de doenças crônicas não transmissíveis, pressão alta, insuficiência cardíaca e renal, derrame, etc. também.

E com popularização dos alimentos ultraprocessados, como salgadinhos, biscoitos, embutidos, entre outros, ricos em sódio, um dos componentes do sal de cozinha, o cenário tomou outras proporções de agravo, como a obesidade infantil.

Assim a cartilha traz passos importantes para se diminuir o sal no preparo dos alimentos, assim como o incentivo a não consumir alimentos ultraprocessados, como estar atento aos rótulos sobre a quantidade do sal dos produtos, até o uso de mais ervas e condimentos naturais nos preparos das refeições, etc.

Veja a cartilha aqui completa da [Biblioteca do Ideias].



postado por Rafael Rioja Arantes em Quarta-feira, 24 de Fevereiro de 2016

Você já ouviu falar em permacultura ou sabe do que se trata? Na [Biblioteca do Ideias] de hoje disponibilizamos um documento que introduz as bases desta prática.

O termo surgiu – a partir da contração das palavras “cultura” e “permanente” - nos anos 70 quando os ecologistas Australianos Bill Mollison e David Holmgren desenvolveram os princípios base devido a necessidade de criar metodologias, práticas e sistemas que integrassem diferentes campos do conhecimento para sustentar a humanidade no que eles classificaram como “período de declínio de energia”. Dentre os princípios éticos e design do modelo estão áreas como: manejo e posse da terra, economia, saúde e bem-estar, espaço construído, cultura e educação.

Dos anos 70 para cá a permacultura foi desenvolvendo-se cada vez mais e espalhando-se para outros países chegando inclusive ao Brasil. É possível encontrar experiências, institutos e sítios que praticam a modalidade em vários estados brasileiros. O site permacultura.org reúne um atalho para algumas destas iniciativas além de mídias disponíveis.

O material, recentemente adicionado em nossa biblioteca, é uma tradução da série de 15 panfletos intitulados “Curso de Design em Permacultura” e explica além das bases teóricas, a aplicabilidade prática dos fundamentos da permacultura para explorar as potencialidades de diferentes tipos de terrenos e contextos. A série de panfletos surgiu a partir da transcrição dos cursos de permacultura ministrados por Bill Mollison no Centro Educacional Rural em New Hampshire, Estados Unidos durante a década de 80.

Os princípios tratam não apenas da questão ambiental, mas também do aspecto social e da saúde física a espiritual do indivíduo. Desta forma, muitos conceitos relacionados a alimentação e nutrição se inserem dentro do contexto da permacultura. A agroecologia é um exemplo prático pois envolve a produção de alimentos que possuem um impacto mínimo nos recursos naturais e ainda fomenta um comércio socialmente justo.  

A educação alimentar e nutricional, ao valorizar as várias dimensões do ato de comer, é outro campo que dialoga com o princípio da educação e cultura inseridos no design proposto pelos ecologistas australianos.  

Acesse o link para série em nossa [biblioteca]. 


 

 



postado por Rafael Rioja Arantes em Quarta-feira, 17 de Fevereiro de 2016

Dentre os artigos publicados na última edição da Revista de Nutrição da Puccamp (jan./fev. 2016), um deles pesquisou sobre o “Impacto das ações de um programa de educação alimentar e nutricional em uma população de adolescentes”.    

O estudo foi conduzido por Juliana Baldasso, Andréa Galante e Aline Ganen, e teve como objetivo avaliar as mudanças na ingestão alimentar de adolescentes de uma ONG em São Paulo após 6 meses de intervenção. Isto foi feito a partir de estratégias no campo da educação alimentar e nutricional.

Foram acompanhados 54 jovens entre 16-19 anos de grupos de baixa renda por meio de 6 encontros com nutricionistas. Durante os encontros, foram realizadas além de ações estratégicas de comunicação e de relacionamento, coleta de dados antropométricos (peso, altura, IMC) e anamnese alimentar por meio de recordatório 24 horas e questionário de frequência alimentar para diagnosticar a qualidade da alimentação dos indivíduos.

As ações de educação alimentar e nutricional incluíram atividades como palestras, acompanhamento nutricional, workshops culinários, dinâmicas de grupo, além de estratégias de comunicação por meio de um mural de avisos com a finalidade de estreitar o contato com os estudantes.

Para avaliar a qualidade da dieta no momento pré e pós intervenção e a assimilação das atividades pelos adolescentes, os pesquisadores utilizaram o ‘Diet Quality Index’ - Índice de Qualidade da Dieta - associado com o Digital Food Guide – Guia Alimentar Digital. Além do aspecto qualitativo, o IMC foi aferido nos dois momentos para se observar possíveis mudanças na composição corporal dos indivíduos.

Os resultados do estudo demonstraram uma melhora significativa tanto na qualidade da alimentação dos estudantes – 33% melhoraram o padrão durante a semana e 37% nos finais de semana - quanto na compreensão do que viria a ser uma alimentação saudável. Os adolescentes adquiriram um maior conhecimento sobre a leitura de rótulos alimentares e aumentaram o consumo de alimentos dos grupos das leguminosas, leites e derivados, frutas e hortaliças. A ingestão manteve-se baixa para oleaginosas e cereais integrais. O IMC também apresentou uma ligeira melhora com a diminuição do grupo que se apresentou com obesidade.       

O estudo concluiu que as estratégias de educação alimentar e nutricional utilizadas se mostraram capazes de melhorar o padrão alimentar dos adolescentes, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida e prevenindo doenças. O programa apresentou-se também viável e de baixo custo.       

O artigo confirma o papel da EAN com uma importante ferramenta para aumentar a compreensão dos indivíduos acerca de uma alimentação saudável e refletir no consumo de alimentos que se enquadrem neste grupo. Desta forma, doenças associadas ao sobrepeso e a obesidade que são um problema global podem ser evitadas resultando na melhoria da qualidade de vida da população.    

Acesse o artigo em nossa biblioteca. 




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