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postado por Ana Maria Thomaz Maya Martins em Quarta-feira, 03 de Agosto de 2016

Hoje, o [Biblioteca do Ideias] vem apresentar uma revista científica que reflete uma temática que muito nos interessa: Segurança Alimentar e Nutricional (SAN)". 

Passada a Conferência Nacional de SAN, em 2015, continuamos o trabalho para garantia do Direito Humano a Alimentação Adequada, promovendo Segurança Alimentar e Nutricional. Assim, parece oportuno dar voz e dialogar com as organizações sociais que atuam e militam nesses contextos. A SAN é seguramente uma temática, de âmbito nacional e internacional, que abrange um número expressivo e diversificado de organizações e movimentos sociais que enfrentam os múltiplos e cotidianos problemas gerados pela ausência de garantia de acesso regular e permanente a alimentos de qualidade e em quantidade suficiente. Esses segmentos buscam ter uma atuação participativa e de destaque nas arenas de debates, contribuindo para a formulação de políticas públicas sociais voltadas para a materialização do direito humano à alimentação adequada (DHAA) e para a conquista da soberania alimentar.

O conjunto de ações e programas que constituem a política de SAN, apesar de ainda insuficientes, tem avançado e se tornado mais concretos, com resultados mais efetivos. O combate à fome e à insegurança alimentar, amparado por programas de transferência direta de renda, acarretou a saída do Brasil do mapa da fome, divulgado pelo Relatório 2014 da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura - Brasil (FAO), considerado um resultado positivo nesse panorama. Entretanto, os desafios ainda são grandes, a fome persiste nos grupos mais vulneráveis, como crianças e comunidades tradicionais, e as doenças advindas da alimentação inadequada, como a obesidade, se alastram e se agravam.

Assim, dar visibilidade às questões pertinentes à materialização da segurança alimentar e nutricional como um direito humano à alimentação adequada e a garantia da soberania alimentar parece fundamental na perspectiva de avançar nesta construção. A concretização desse direto no Brasil e no mundo é um pressuposto da justiça e da igualdade social, do fortalecimento da democracia e uma condição inegociável para conquista da cidadania. Esse é o propósito com o tema e os textos apresentados. 

Os títulos dos artigos que compõem a Revista são:

- PANORAMA DA AGRICULTURA URBANA E A CONSTRUÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS NO BRASIL (página 7)

- O JUÇAÍ E SUAS INÚMERAS POSSIBILIDADES DE APROVEITAMENTO ALIMENTAR (página 18)

- COMIDA: ESSE DIÁLOGO SEM PALAVRAS (página 23)

- APLICAÇÃO DA ESCALA BRASILEIRA DE INSEGURANÇA ALIMENTAR EM POPULAÇÕES INDÍGENAS: UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA (página30)

- DOENÇA CELÍACA – PROPOSTAS PARA A REDUÇÃO DOS CUSTOS DA ALIMENTAÇÃO E MELHORA DO PERFIL NUTRICIONAL DO CELÍACO (página 36)

- DESAFIOS PARA A REPRESENTAÇÃO DA UNIVERSIDADE NO CONTEXTO DA SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL (página 42)

- OBESIDADE E O PESO DO INTERESSE DO CAPITAL (página 55)

- CONFERÊNCIAS DE SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL NO BRASIL: caminhos para a garantia do direito humano à alimentação adequada e soberania alimentar em uma conjuntura de crise política e econômica (página63)

Além de artigos você vai encontrar uma entrevista com Rosa Maria Cordeiro Alvarenga, Presidente do CONSEA do Rio de Janeiro, no biênio de 2013/2015. 

E aí, ficou animado para mergulhar um pouquinho mais na SAN e enfrentar novos desafios? 

Para acessar a Revista completa clique aqui!



postado por Isadora Dias Nunes de Sena em Quarta-feira, 27 de Julho de 2016

 

Desde a última década o Brasil é campeão mundial no uso de agrotóxicos e possui um problema antigo de subnotificação de intoxicação por esses produtos. Pensando nisso o [Biblioteca do Ideias] de hoje traz o "Pequeno Ensaio Cartográfico Sobre o Uso de Agrotóxicos no Brasil", lançado esse ano pela geógrafa Larissa Mies Bombardi que a cinco anos tem se dedicado a estudar o impacto do uso dos agrotóxicos no país, em especial a partir do mapeamento dos casos de intoxicação.

Larissa, Coordenadora do Laboratório de Geografia Agrária da Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, buscou com esse material facilitar a busca por mapeamentos que subsidiem o debate sobre a agricultura brasileira e, particularmente, naquilo que se refere ao uso de agrotóxicos. Calcula-se que a cada brasileiro cabe uma média de 5,2 litros de venenos por ano, o equivalente a duas garrafas e meia de refrigerante, ou a 14 latas de cerveja, e, segundo a professora, de 2007 a 2014 foram notificados 1186 casos de morte por intoxicação com agrotóxicos.

A pesquisadora reuniu os dados sobre os venenos agrícolas em uma sequência cartográfica que dá dimensão complexa a um problema pouco debatido no país. Os mapas presentes no material são chocantes, pois mostram a realidade: mortes por intoxicação, mortes por suicídio, entre outras.

Mas como a pesquisadora coloca na apresentação do artigo: “Esses dados mostram apenas a ponta do iceberg”, pois apesar de levar em conta os registros do Ministério da Saúde para enfermidades agudas (aquelas direta e imediatamente conectadas aos agrotóxicos) ficam de fora dos cálculos às doenças crônicas, aquelas provocadas por anos e anos de exposição aos venenos, entre as quais o câncer. Nesse contexto muitas pessoas não chegam a procurar o Sistema Único de Saúde (SUS) e muitos profissionais ignoram os sintomas provocados pelos venenos, que muitas vezes se confundem com doenças corriqueiras.

Além disso, ela ressalta que os dados apresentados referem-se àqueles que vieram a ser notificados e calcula-se, que no Brasil, para cada caso de intoxicação por agrotóxico notificado, tenhamos cinquenta outros não notificados. Isto significa que temos uma subnotificação da ordem de 1 para 50. Assim, se tivemos 25 mil pessoas atingidas entre 2007 e 2014, multiplica-se o número por 50 e chega-se mais próximo da realidade: 1,25 milhão de casos em sete anos.

Esse material é um ensaio para uma publicação maior que abrangerá todo material reunido por Larissa, o "Atlas do Uso de Agrotóxicos no Brasil", com previsão para lançamento no segundo semestre e que trará um mapeamento bastante abrangente e com dados recentes.

Veja aqui o material completo na nossa biblioteca.

E aqui uma entrevista com a geógrafa Larissa Mies Bombardi falando sobre o tema.



postado por Isadora Dias Nunes de Sena em Quarta-feira, 13 de Julho de 2016

O Brasil atualmente passa por uma transição epidemiológica e nutricional, com um aumento significativo de doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) e importantes mudanças no consumo alimentar da população brasileira. O [Biblioteca do Ideias] de hoje traz a publicação: "Instrutivo: metodologia de trabalho em grupos para ações de alimentação e nutrição na atenção básica", que foi desenvolvida como desdobramento do Guia Alimentar para a População Brasileira, pensando nas demandas de tal cenário por uma orientação na mudança de prática no que se refere à abordagem da promoção da saúde.

O material - que foi desenvolvido pela Coordenação-Geral de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde (CGAN/DAB/SAS/MS) em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e com o apoio da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/Brasil)- faz parte de uma série de publicações que visam apoiar o planejamento e o desenvolvimento de ações coletivas de promoção da alimentação adequada e saudável no Sistema Único de Saúde (SUS), em especial na Atenção Básica, apresentando propostas de metodologias com suporte teórico e prático. Veja aqui os outros materiais desenvolvidos.

Tendo em vista que no mundo atual é indiscutível a necessidade da realização de ações de melhorias da saúde pautadas na autonomia e no empoderamento, espera-se que o documento transforme os gestores e trabalhadores do SUS em multiplicadores e criadores de estratégias, além de qualificar as ações de educação alimentar e nutricional desenvolvidas nos serviços de saúde.

As ações que compõem o instrutivo compreendem a noção de que o desenvolvimento da alimentação adequada e saudável deve ser composto por estratégias que proporcionem aos indivíduos e às coletividades a realização de práticas alimentares apropriadas aos seus aspectos biológicos e socioculturais, bem como ao uso sustentável do meio ambiente - aspecto presente na Política Nacional de Alimentação e Nutrição (Pnan)-. Foram propostas em uma perspectiva prática e efetiva, para serem realizadas por todos profissionais de saúde e sua construção buscou integrar-se às ações na Atenção Básica (AB), por este ser o lócus com o mais alto grau de descentralização e capilaridade, ocorrendo no local mais próximo da vida das pessoas.

Veja o material completo aqui.



postado por Lucas Oliveira Teixeira em Quarta-feira, 29 de Junho de 2016

O gênero feminino fora e é subjugado em numerosos aspectos da vida social, ora por longas jornadas de trabalho, tarefas domésticas e menoridade salarial em relação a contra parte masculina desse sistema trabalhista, ora pela objetificação e invasão de seus corpos, mente e alma.

A despeito de ao redor do globo existirem cerca de 2,5 milhões pequenas agricultoras, criadoras, habitantes das florestas e pescadoras, cujos conhecimentos e trabalho cumprem papel fundamental na sustentabilidade dos diversos sistemas alimentares; e a comunidade mulheril agrícola e extrativista somar 15 milhões de pessoas, representando 47,8% do montante de moradores do meio rural, apenas 16% destas são titulares das terras onde moram. Artigos mostram o quanto as mulheres trabalham e como estão engajadas em praticamente todas as atividades agrícolas e extrativistas, assumindo jornadas de trabalho muito extensas. Mesmo assim, elas continuam com restrição de acesso aos recursos produtivos, bem como o reconhecimento do seu trabalho ainda é colocado em questão.

senhora na fazenda

 

O [Biblioteca do Ideias] desta semana destaca o editorial de Maria Emília Lisboa Pacheco na revista Agricultura V.6 nº 4, sobre as ações do Movimento de Mulheres Camponesas (MMC). Esta mostra a forma com que esse movimento busca construir um projeto de agricultura camponesa baseado nos princípios da Agroecologia. Um projeto que garanta a soberania alimentar enquanto direito, questione o patriarcado, afirme a auto-organização das mulheres e as reconheça como sujeitos políticos. A Campanha Nacional pela Produção de Alimentos Saudáveis expressa a dupla face de questionamento, tanto do modelo de produção capitalista quanto da opressão patriarcal vivida pelas mulheres.

Os dados apresentados são ponto de deflagração para pautas de economia feminista no campo, e não feminina, como Hildete Melo, coautora de um estudos da revista, o dissera no lançamento da revista, uma vez que este visa lançar um olhar engajado, buscando desvendar as mulheres que normalmente as estatísticas econômicas ignoram.

O artigo está disponível na Biblioteca.


Por Giphy

foto de capa: Morguefile



postado por Nathália Bandeira Vilhalva Gheventer em Quarta-feira, 22 de Junho de 2016

 

O Brasil, de acordo com suas raízes históricas, culturais e econômicas, usufrui majoritariamente de um modelo de agricultura pautado no agronegócio. Este sistema econômico dá origem a inúmeras consequências sociais, conflitos de terras, apropriação de bens de comunidades tradicionais, indígenas e quilombolas, intoxicação humana pelo manejo de pesticidas, além do próprio impacto nos recuros naturais 

O Mato Grosso, inclusive, é um estado brasileiro que possui uma conformação econômica voltada aos latifúndios de exportação de commodities. Detentor da maior produção de soja, milho, gado e algodão do país, ocupa também o lugar de maior consumidor de fertilizantes químicos e agrotóxicos.

O [Biblioteca do Ideias] de hoje traz à tona um documento divulgado recentemente pelo IPES – Food (Painel Internacional de Especialistas em Sistemas Alimentares Sustentáveis), uma organização não governamental, que reúne diversos especialistas na construção de debates, materiais e análises de temas como desnutrição, obesidade, insegurança alimentar e degradação ambiental no olhar do sistema alimentar.

 

 

O documento em questão se chama “Da Uniformidade à Diversidade: Uma mudança de paradigma da agricultura industrial para sistemas agroecológicos diversificados ", que analisa os mais recentes dados sobre os resultados dos diferentes modelos de produção, e identifica oito principais razões do porquê a agricultura industrial ocupa o seu lugar de status, apesar de seus resultados negativos. Ele também traça uma série de passos para quebrar esses ciclos.

 

 

O estudo reforça ainda que apesar das inúmeras evidências científicas a respeito da viabilidade econômica e social da agroecologia, o agronegócio ainda predomina no cenário atual pelo seu maior potencial de geração de lucros, mesmo que insustentáveis, às empresas.

Apesar deste material estar em inglês, vale a pena dar uma conferida! O documento encontra-se em nossa biblioteca.

Para saber mais sobre o IPES- Food, acesse aqui. 



postado por Isadora Dias Nunes de Sena em Quarta-feira, 15 de Junho de 2016

A sociedade brasileira tem manifestado preocupação crescente com os impactos ambientais da agricultura convencional e seus efeitos sobre a segurança alimentar, como indica a forte atuação, em diversas frentes, de movimentos, organizações não governamentais, universidades e cidadãos (ãs), imbuídos do propósito de fazer com que a produção agrícola alcance patamares adequados de sustentabilidade.

A agroecologia desponta, neste cenário, como uma alternativa viável para a construção de um novo paradigma para a agricultura, que promova a ampliação das condições de acesso a alimentos saudáveis, a partir de sistemas de produção agrícola ecologicamente equilibrados, e que contribua para o fortalecimento de bases estruturais socialmente justas e inclusivas para o campo.

O [Biblioteca do Ideias] de hoje traz o Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica – Planapo, que é fruto desse contexto, e que no período de 2013 a 2015 representou um grande avanço do ponto de vista do ordenamento de ações nesta seara. O plano promoveu a articulação entre agentes públicos e privados envolvidos, ampliou as iniciativas de gestores governamentais na área e contribuiu para a incorporação do tema em processos de planejamento e implementação de políticas públicas, tanto em nível federal, quanto subnacional.

Assim fortaleceu as relações de confiança entre órgãos públicos, agricultores (as) e consumidores (as), em torno da real preocupação com questões de saúde no campo, com a oferta de alimentos saudáveis e com a necessidade de melhor integrar a produção agrícola à conservação ambiental.

Em relação às iniciativas realizadas e apenas a título ilustrativo, cabe destacar o apoio oferecido às redes de agroecologia por meio do Programa Ecoforte; a implantação de unidades de tecnologias sociais de acesso à água para produção de alimentos, em bases agroecológicos; a implementação de planos de vigilância em saúde de populações expostas aos agrotóxicos; o apoio à conservação, multiplicação, disponibilização, distribuição e comercialização de mudas e sementes crioulas e varietais; a estruturação do Programa de Aquisição de Alimentos para alimentos orgânicos ou de base agroecológica; dentre diversas outras ações estruturantes em agroecologia realizadas.

Um dos principais pontos positivos na execução do primeiro ciclo do Planapo refere-se ao fato de que o Plano permitiu que os temas principais da política fossem observados de forma interdisciplinar, aglutinados de maneira lógica, ao mesmo tempo em que conferiu maior transparência às iniciativas adotadas pelos órgãos públicos, relacionadas à agroecologia e a execução física e financeira correspondente.

No entanto, cabe ressaltar que grande parte dos desafios com os quais a implementação do Planapo se deparou estão associados à situações estruturais, cuja transformação requer esforços de longo prazo. Por isso, tendo por base as lições aprendidas, governo e sociedade se envolvem em um novo ciclo de planejamento que resulta no Planapo 2016-2019. Estruturado em 194 iniciativas de órgãos federais, ancoradas no Plano Plurianual (PPA) do mesmo período e associadas a metas e objetivos específicos; as iniciativas integram as principais ações do governo federal em agroecologia e produção orgânica para o quadriênio.

Veja aqui o Planapo 2016-2019 completo.



postado por Isadora Dias Nunes de Sena em Quarta-feira, 08 de Junho de 2016

Você conhece as mulheres camponesas do interior paulista atingidas por barragens que passam por dificuldades na produção e comercialização de seus produtos?

E as mulheres indígenas e quilombolas que lutam por mudanças no cardápio das escolas?

O [Biblioteca do Ideias] de hoje apresenta o caderno "Mulheres do campo construindo autonomia - experiências de comercialização" que traz essas e outras histórias de grupos de mulheres que enfrentam dificuldades para se inserir em mercados formais de distribuição de alimentos. 

As mulheres no Brasil têm papel fundamental na agricultura familiar, sendo responsáveis por boa parte dos alimentos consumidos pela população brasileira, como 87% da mandioca e 70% do feijão. Elas também promovem a agroecologia, produzindo alimentos saudáveis e diversificados, sem utilizar agrotóxicos, conservando as sementes, cultivando plantas medicinais e contribuindo para o fortalecimento da biodiversidade. Mas, apesar da representatividade e dos benefícios da presença feminina na produção de alimentos, elas ainda encontram dificuldades para se inserir no mercado, como protagonistas de sua própria produção.

Essas foram alguma reflexões que motivaram o seminário “Gênero e Mercados Inclusivos” promovido pela agência ecumênica de cooperação britânico-irlandesa Chirstian Aid e seus parceiros: Sempreviva Organização Feminista (SOF), Comissão Pró-Índio de São Paulo (CPI-SP), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) e Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB).

Realizado em 2015, na cidade de São Paulo, reuniu cerca de 25 mulheres entre agricultoras familiares, indígenas, trabalhadoras assentadas, atingidas por barragens e representantes dessas entidades e movimentos. Por dois dias, foram discutidas estratégias e desafios para a auto-organização, produção e comercialização, dando visibilidade à contribuição econômica das mulheres e fortalecendo-as nesse processo.

O caderno "Mulheres do campo construindo autonomia - experiências de comercialização" é resultado desse encontro e traz reflexões sobre o tema, a partir de diferentes experiências de grupos de mulheres rurais de todo Brasil.

O ponto inicial de reflexão é que para compreender as desigualdades entre homens e mulheres no acesso aos mercados institucionais, é necessário, em primeiro lugar, reconhecer a importância econômica do autoconsumo, da doação e da troca, além da essencial contribuição feminina com todo o trabalho de cuidado da casa, das pessoas e da natureza. Nesses debates, ficam claras as inter-relações entre a autonomia econômica, política e pessoal das mulheres, como processos simultâneos, um sustentando o outro.

Assim, compõem o caderno assuntos como a agricultura familiar, agroecologia, autoconsumo, cooperativas, economia solidária, entre outras práticas de grande relevância para as mulheres, abordando seus desafios e potencialidades.

Leia o caderno na íntegra aqui.



postado por Nathália Bandeira Vilhalva Gheventer em Quarta-feira, 01 de Junho de 2016

Com o lema “Comida de verdade no campo e na cidade: por direitos e soberania alimentar”, a 5ª Conferência de Segurança Alimentar e Nutricional ocorreu em novembro de 2015 em Brasília, reunindo milhares de pessoas.

O evento constitui um importante marco participativo, estruturante e democrático, que contou com as mais diversas populações, dentre elas povos indígenas de várias etnias, população negra, povos tradicionais de matriz africana e povos de terreiro, povos ciganos, comunidades quilombolas e cerca de 30 identidades coletivas das comunidades tradicionais. Não só isso, como a abordagem se ampliou a segmentos populacionais urbanos e rurais, que estende as diferentes opiniões e contribuições a respeito de temas como insegurança alimentar, participação popular e ações de educação alimentar e nutricional.

Além da participação popular, houve a participação de instituições organizacionais e públicas, além de militantes internacionais, como a indiana Vandana Shiva, que regularmente atua na garantia de direitos e soberania alimentar.

O [Biblioteca do Ideias] de hoje traz o Relatório final da Conferência que reúne os documentos que formalizaram e marcaram a sua história política, como a Carta Política, o Manifesto, Proposições e Moções.

 

A sua leitura é de extrema importância. Que tal separar o final de semana para dar uma olhada? Fica a dica!

Você pode acessar este arquivo aqui.



postado por Isadora Dias Nunes de Sena em Quarta-feira, 11 de Maio de 2016

 

A agricultura familiar desempenha um papel central na estratégia de superação da fome e na segurança alimentar do País, sendo a principal produtora de comida para o campo e a cidade. E o Guia Alimentar para a População Brasileira traz que "A alimentação adequada e saudável também deve atender as formas de produção de alimentos sócio e ambientalmente sustentáveis.".

O [Biblioteca do Ideias] de hoje destaca o Plano Safra da Agricultura Familiar, do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). Criado em 2003, foi planejado para fortalecer as organizações econômicas da agricultura familiar e estimular a produção sustentável e concentra uma série de medidas que incluem desde os financiamentos de projetos individuais e coletivos até o acesso aos mercados de compras institucionais.

Além disso, ele é renovado e aperfeiçoado a cada ano (a inclusão do Selo da Identificação da Participação da Agricultura Familiar, do Seguro da Agricultura Familiar e do Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar, são alguns exemplos desse aprimoramento), com o período de vigência de julho a junho do ano seguinte, data estrategicamente escolhida para se adequar ao inicio do calendário da safra agrícola brasileira.

O Plano Safra da Agricultura Familiar 2016-2017 dá continuidade às políticas de prestação de serviços de assistência técnica a 230 mil novas famílias, triplicando os atendimentos nesta safra, com um volume recorde de crédito para financiamento da safra de 28,9 bilhões. Também cobre a ampliação da cobertura do seguro agrícola, expansão dos mercados, regularização da agroindústria familiar, criação de um programa de apoio às cooperativas entre outras medidas.

Além disso, lança uma estratégia construída com participação de jovens rurais de todo o País: o Plano Nacional de Juventude e Sucessão Rural; e reduz os juros de 5,5% para 2,5% ao ano para estimulo da produção de base orgânica e agroecológica e o investimento em práticas sustentáveis de manejo do solo e da água, produção de energia renovável e armazenagem.

Os principais pontos tratados pelo Plano são: Mais crédito para produção de alimentos saudáveis; Mais proteção para quem produz: seguro da agricultura familiar/garantia-safra; assistência técnica e extensão rural; Apoio ao cooperativismo; Apoio a comercialização; Apoio à produção das mulheres rurais; Plano nacional de juventude e sucessão rural; Povos e comunidades tradicionais; Reforma agrária; 2º plano nacional de agroecologia e produção orgânica e Desenvolvimento rural com participação social.

Acesso o Plano Safra da Agricultura Familiar 2016-2017 na Biblioteca do Ideias.



postado por Débora Castilho em Quarta-feira, 04 de Maio de 2016

O Marco de Educação Alimentar e Nutricional, nos princípios para as ações de EAN, trata a respeito da valorização da cultura alimentar local, a comida e o alimento como referências e a valorização da culinária enquanto prática emancipatória. 

Pensando nisso, separamos para destaque de hoje no [Biblioteca do Ideias] o livro Alimentação Saudável na Culinária Regional.

 

 

O livro é um manual técnico de culinária, que ensina a preparar e cozinhar os alimentos, com tabelas de pesos e medidas dos ingredientes, ditando os valores nutricionais nas receitas, com informações adequadas, porção por porção, métodos de cozimentos e demais informações e classificações dos produtos.

A publicação traz uma diversidade de preparações com condimentos do cerrado, como pão de jatobá e de mandioca, bolo de jiló, chica-doida, creme e lasanha de piqui, inhoque de milho verde, canjicada de baru, su?ê de guariroba, casadinho de mangaba... explorando, de um modo correto, os produtos do cerrado.

 

 

O livro começa traçando um panorama das influências multiculturais na gastronomia brasileira e regional e como as mudanças nos hábitos alimentares, ocasionadas pela globalização, tornaram necessárias ações que possibilitem um resgate cultural culinário, com foco na sustentabilidade, qualidade nutricional e sensorial.

Em um segundo momento, o leitor poderá obter informações sobre a utilização de ervas e condimentos e como utilizá-los adequadamente, na busca por novos sabores; métodos de cocção e suas aplicações e práticas de higiene fundamentais para o preparo de alimentos saudáveis. O livro conta ainda com um pequeno glossário dos termos utilizados na culinária, tabela de medidas caseiras, listagem de ingredientes típicos e sugestões de substituição para outras regiões brasileiras.

 

 

“Cozinhar não é um ato mecânico. Embora possa parecer rotineiro, é necessário estar presente de corpo e alma, ser seduzido pelas cores, aromas e frescor dos alimentos. A natureza fornece a matéria prima, cabendo a nós produzir, de forma criativa, alimentos saudáveis e saborosos, capazes de proporcionar satisfação e bem estar a quem os consomem, transformando o que poderia ser uma simples refeição, em uma prazerosa viagem.”

Que tal testar uma das receitas e depois vir aqui nos contar?

Confira o livro aqui na [Biblioteca do Ideias]!

 



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