Ideias na Mesa - Blog


postado por Ana Maria Thomaz Maya Martins em Sexta-feira, 17 de Março de 2017

O [Comida na Tela] de hoje apresenta um documentário que trata de vinícolas, “Um Ano em Champagne”. A produção registra a rotina da região ao longo de 12 meses, dividida em quatro partes, fazendo alusão as estações do ano, mostrando a cadeia produtiva e a rotina de produtores, empresários e especialistas em vinhos, exclusivo da região francesa de Champagne.

A obra faz parte de uma trilogia que já percorreu a Borgonha e que ainda vai percorrer a região do Porto, em Portugal; e quem conduz o passeio é Martine Saunier, uma negociante de vinho.

O filme encanta pela bela fotografia, mas deixa um pouco a desejar no que tange os detalhes da produção do champanhe. No entanto, é impossível não ficar com água na boca e vontade de visitar esta região ao norte da França, que além de tudo tem muita história contadas por pessoas que viveram momentos de guerras e conquistas.



postado por Marina Morais Santos em Quinta-feira, 16 de Março de 2017

Brie, parmesão, gouda, gorgonzola, camembert... Os queijos internacionais estão frequentemente presentes na mesa do brasileiro, especialmente em ocasiões especiais e dias de festa, quando queremos comemorar e comer bem. Quando o assunto é os queijos brasileiros, poucas são as variedades conhecidas e, aquelas que são consumidas, geralmente fazem parte das refeições do dia a dia. O queijo minas, o queijo coalho e o requeijão são os mais famosos e são geralmente comidos no pão ou com doces pastosos conforme o nosso costume dita. O universo dos queijos artesanais brasileiros é, no entanto, amplo e recheado de deliciosos e aromáticos tesouros! São dezenas de tipos de queijo artesanais diferentes que fazem parte da bagagem cultural de vários territórios do nosso País. 

Leia também: Queijos artesanais agregam valor com Indicação Geográfica

Os queijos artesanais brasileiros são fabricados a partir de receitas tradicionais, passadas de pais para filhos, mas não é esse o único fator que difere os nossos maravilhosos queijos uns dos outros. A textura, aroma e sabor do queijos dependem também da origem do leite, da alimentação do animal produtor do leite, da quantidade de matéria gordurosa, do tempo de "cura" ou fermentação, do tipo de acabamento e até das condições climáticas do local onde é produzido. Essas variáveis nunca são iguais de uma região para outras e, por isso, obtemos queijos diferentes em cada região com características próprias e singulares.

Leia também: [Comida na Tela] O Mineiro e o Queijo

De toda a imensa variedade de queijos deliciosos que temos como nosso patrimônio, separamos 10 queijos brasileiros incríveis para você conhecer e provar na próxima oportunidade! Já passou da hora de valorizarmos mais os nossos queijos, não é? 

Queijo Canastra

Um dos mais famosos queijos artesanais brasileiros, o queijo Canastra é um produto artesanal tradicional e referência do modo de ser e viver dos habitantes da Serra da Canastra, em Minas Gerais. O modo de fazer artesanal desse queijo, assim como os de Salitre e do Serro, também em Minas, já se tornou Patrimônio Imaterial Brasileiro, sendo registrados no Livro de Registro de Saberes em 2008.

Leite: leite de vaca cru.

Textura: consistência semidura com tendência macia, amanteigada e compacta.

Maturação: cerca de 21 dias.

Sabor: ligeiramete ácido, não picante e agradável. 

Parmesão da Mantiqueira

Esse queijo de cor amarelo-palha com crosta lisa e untuosa é produzido na região da Serra da Mantiqueira, por volta de mil metros de altitude, no estado de Minas Gerais, ao longo das divisas com os estados de São Paulo e Rio de Janeiro.

Leite: leite de vaca cru.

Textura: compacta, amarelo-clara, com presença frequente de olhaduras. 

Maturação: mínimo de 40 dias.

Sabor: salgado acentuado e aroma de leite e gordura acentuados com a maturação, sabor potente e picante..

Queijo Serrano

Um dos queijos mais antigos do Brasil, sua fabricação provavelmente se iniciou junto com a povoação dos Campos de Cima da Serra do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, a partir da 1ª metade do século XVIII, quando portugueses da Ilha dos Açores que migraram para a região “subiram a serra”.

Leite: leite de vaca cru.

Textura: massa semidura, baixa umidade e textura levemente amanteigada.

Maturação: cerca de 60 dias.

Sabor: sabor intenso e forte aroma de azeitona.

Queijo de Manteiga de Seridó 

Existem vários queijos de manteiga espalhados pelo Brasil, mas eles não são iguais ao queijo de manteiga tradicional de Seridó! Atualmente, os produtores deste queijo buscam um selo de indicação geográfica da produção regional, para fortalecer a marca com base na valorização de aspectos tradicionais e culturais da região.

Leite: leite de vaca cru.

Textura: é fechada, semi-friável, com pequenos orifícios mecânicos contendo gordura líquida no seu interior. 

Sabor: sabor é pouco acentuado, lembrando manteiga (a massa leva manteiga de garrafa), levemente ácido, podendo ser salgado e de cor amarelo-palha.  

Queijo Cabacinha

De origem italiana, o Cáccio Cavalo era o queijo feito inicialmente com leite de jumenta e consistia em um dos principais alimentos para o povo nômade. O nome é resultado do processo de secagem: os queijos são amarrados aos pares por um barbante e pendurados numa vara de madeira "a cavallo" para secar. No Vale do Jequitinhonha, no entanto, o queijo recebeu o nome de cabacinha.

Leite: leite de vaca cru.

Textura: A casca é oleosa e lisa, o interior é de pasta filada (como a mozzarela)

Sabor: aroma é intenso e prolongado, e o paladar é cheio, mas rico e delicado.

Queijo de Marajó

A tradição do queijo de Marajó (PA), produzido por fazendeiros portugueses e franceses, já tem séculos! No início era feito com leite de vacaa, mas com o tempo, passou a ser produzido com leite de búfula. 

Leite: leite de búfula cru.

Textura: textura que lembra um requeijão de corte ou bem cremoso e elástico (existem dois tipos: o creme e o manteiga). 

Sabor: leve com um sabor acentuado de leite. 

Maturação: cerca de 28 dias.



postado por Rafael Rioja Arantes em Terça-feira, 14 de Março de 2017

Impulsionados pela necessidade de uma produção alimentar mais inclusiva e alternativa ao modelo agroalimentar hegemônico vigente, cada vez mais estudos e projetos têm buscado compreender os fatores e potencialidades relacionados à produção de base familiar. A concentração fundiária  é majoritariamente centrada em latifúndios monocultores e produtores de commodities, mas no que diz respeito a produção de alimentos para consumo humano a nível global, os pequenos agricultores produzem mais de 70% de tudo o que consumimos.       

A publicação desenvolvida pela Secretaria Especial da Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário é fruto de grupos de trabalho, oficinas e congressos e reuni a contribuição de um vasto grupo de especialistas e pesquisadores dos temas relacionados à agricultura familiar. Dividido em sete partes, a publicação aborda diferentes questões e traz um panorama da questão agrária e caracteriza os camponeses na atualidade, analisa as políticas públicas destinadas à agricultura familiar, e enumera os desafios e perspectivas para se avançar.     

As primeiras duas partes do documento discutem a estrutura agrária Brasileira que aprofundou no século XXI os processos de concentração de terras como resultante do modelo econômico do agronegócio, pavimentado na intensificação produtiva e mercantilização de insumos. Esse modelo hegemônico centrado na grande empresa e no capital, contribuiu em grande escala para a expulsão de povos e comunidades tradicionais , assim como jovens e famílias que ocupavam o espaço rural. A terceira parte, "Inovações Sociais: Experiências Contemporâneas", apresenta um conceito de desenvolvimento rural alternativo ao modelo hegemônico e mais inclusivo, incorporando as noções de agroecologia e soberania e segurança alimentar e nutricional.

Os capítulos subsequentes avaliam as políticas públicas que tem como alvo a agricultura familiar e trazem também as perspectivas futuras, levantando também os desafios e questões relativas aos movimentos e organizações sociais. A última parte também aborda as diferentes categorias e dimensões sociais do trabalho no campo, trazendo alguns exemplos como as mulheres agricultoras e comunidades.       

Acesse a publicação em nossa biblioteca.         




postado por Marina Morais Santos em Segunda-feira, 13 de Março de 2017

O grupo terapêutico "Mais com Menos", parte do Núcleo de Apoio a Saúde da Família lá em Itabaiana (SE), é formado por 20 mulheres que buscam mudar seus hábitos alimentares para adquirirem mais autonomia e mais qualidade de vida! As estagiárias de nutrição Adriana Nascimento e Josiane Rodrigues sob supervisão da nutricionista Adriana Figuerêdo da Universidade Federal de Sergipe se unirão para realizar ações de Educação Alimentar e Nutriconal no grupo e ajudar essas mulheres na busca por uma alimentação mais saudável.

As nutricionistas organizaram quatro encontros com o grupo de mulheres e realizaram ações com foco na importância da leitura e entendimento das informações nutricionais dos rótulos dos alimentos com várias abordagens. No primeiro encontro, o grupo participou da dinâmica "Você sabia?", na qual foram explicados de maneira divertida e leve os elementos dos rótulos e tabelas nutricionais dos alimentos. Com plaquinhas, situações do dia a dia, vídeos e um clima de bate-papo, foi possível sanar as dúvidas das integrantes do grupo! 

Nos próximos dois encontros, o assunto foi os alimentos ultraprocessados e processados, com o foco na quantidade de gordura, açúcar e sal que esses produtos contêm. Para isso, o grupo participou de dinâmicas com vídeos e instrumentos imagéticos sobre o tema e ainda fizeram uma visita ao supermercado para colocar em prática os conhecimentos adquiridos! 

E para fechar com chave de ouro, no último encontro entre o grupo "Mais com Menos" e as nutricionistas, foram aplicados questionários para a avaliação do conhecimento das participantes em relação aos temas abordados nas ações de EAN. Ao final dos encontros, as participantes relataram que se sentiam mais capazes para fazer melhores escolhas alimentares. 

Quer saber mais sobre essa experiência e dar uma olhada no passo a passo dela? Acesse a experiência na íntegra aqui e se inspire. 


Em 2017 vamos continuar valorizando as experiências de Educação Alimentar e Nutricional cadastradas na rede. Assim como a Josiane Rodrigues de Barros , você pode ter a oportunidade divulgar uma experiência aqui no Blog. Cadastre suas experiências de EAN e compartilhe com outros usuários suas vivências, ideias e desafios. Vamos fortalecer e qualificar nossas ações pelo Brasil!



postado por Marina Morais Santos em Sexta-feira, 10 de Março de 2017

 Os amantes da comida e da culinária poderão se deliciar novamente em uma mais uma incrível viagem gastronômica: em 17 de fevereiro, a terceira temporada do Chef’s Table chegou no Netflix!  

Em cada episódio, de 1 hora de duração, a série é capaz de transportar o espectador para as cozinhas dos chefs, sejam elas dentre de um templo budista na área rural da Coreia do Sul ou em um restaurante estrelado pelo Guia Michelin em uma cidade grande.

A série documental original da Netflix chegou com seis novos episódios, apresentando chefs de diferentes países e culinárias. As estrelas da temporada são Jeong Kwan, uma “freira” budista do templo de Baekyasa (Coréia do Sul), Vladimir Muhkin do White Rabbit (Moscou, Rússia), Tim Raue do Restaurant Tim Raue (Berlin, Alemanha), Virgilio Martinez do Central (Lima, Peru), Ivan Orkin do Restaurante Ivan Ramen (Nova Yorke, EUA) e Nancy Silverton da Osteria Mozza (Los Angeles, EUA).

Com essa variedade de sabores, a única questão é: qual delicioso episódio assistir primeiro? Será que devemos primeiro assistir algo mais familiar e confortável? Ou começar logo com um sabor exótico para acordar as papilas gustativas?

Lá vai uma sugestão de cardápio para te ajudar a organizar a sua maratona:

 

Aperitivo

Ivan Orkin do Restaurante Ivan Ramen em New York

Tipo de Culinária: Ramen

Ingrediente Marcante: Massa de macarrão ramen fresca

Filosofia do Chef: Ele faz comida que gosta de comer, do jeito que quer. 

Na foto: Um prato de ramen da casa, claro. 

 

Sopa

Vladimir Muhkin do White Rabbit em Moscou

Tipo de Culinária: Russa Contemporânea

Ingredientes Marcantes: qualquer ingrediente encontrado na culinária da Rússia Pré-União Soviética. 

Citação do chef: “Farei tudo o que for necessário para trazer de volta os genuínos sabores russos para o povo”

Filosofia do Chef: Os antigos sabores russos foram perdidos durante o período de União Soviética, mas vale a pena trazê-los de volta a vida, mesmo que seja necessário enganar as pessoas com um toque moderno. 

Na foto: Bolinhos de lábios de alce, literalmente.

 

Salada

Virgilio Martinez do Central em Lima

Tipo de Culinária: Peruana Moderna

Ingredientes Marcantes: ingredientes nativos do Peru

Citação do chef: “Descobrir coisas que ninguém descobriu ainda, essa é minha obsessão"

Filosofia do Chef: Você pode “comer" o Peru altitude por altitude.

Na foto: Aranhas em uma Pedra. É um prato de camarão, moluscos e algas. 

 

Prato Principal

Tim Raue do Restaurant Tim Raue em Berlim.

Tipo de Culinária: Asiática, mas com o toque pessoal germânico de Tim. 

Ingredientes Marcantes: sabores franceses e asiáticos.

Citação do chef: “Sou egocêntrico, e me orgulho disso.”

Filosofia do Chef: Provocação a ponto de criar sabores esmagadores. 

Na foto: Lagostim com Wasabi. É tão apimentado que é como se “Tim estive socando sua cara.”

 

Sobremesa e Café:

Nancy Silverton da Osteria Mozza em Los Angeles

Tipo de Culinária: Italiana-Californiana

Ingredientes Marcantes: tipos variados e farinha

Citação do chef: “Você tem que ser obcecado por pão para ser padeiro"

Filosofia do Chef: Cozinhar pratos simples com os melhores e mais frescos ingredientes.

Na foto: Pizza com ovo, bacon, batatas e cebolas.

 

Digestivo

Jong Kwan do Templo Baekyasa em Coreia do Sul

Tipo de Culinária: Culinária vegana do templo budista.

Ingredientes Marcantes: vegetais frescos e grãos.

Citação do chef: “Não sou chef. Sou uma monge”

Filosofia do Chef: "Comida secular cria energia dinâmica, mas a comida do templo deve ser calmante e fazer a sua mente estática."

Na foto: Chá de flor de lótus.



postado por Marina Morais Santos em Quinta-feira, 09 de Março de 2017


Em 2016, o mundo gastou o 9.55 trilhões de reais com comida e desperdiçou 1.3 bilhão de toneladas de alimentos. De acordo com a FAO, essa quantidade assustadora, equivalente a 1/3 de toda a comida produzida no mundo, foi transformada prematuramente em lixo nos campos, fábricas e na casa dos consumidores, produzindo mais gases nocivos do que qualquer país do mundo, com exceção da China e dos Estados Unidos. 

Enfiados nessa grande pilha de desperdício estão 45% da produção mundial de frutas e vegetais, mais de 1/3 da produção de peixes e frutos do mar, 30% dos grãos e cereais e 1/5 dos derivados de leite e carne. Comida o bastante para alimentar toda a população em Insegurança Alimentar na África. 

De acordo com a ONU, as superpotências glutonas, que estocam no supermercados duas vezes mais comida do que o necessário para alimentar sua população, tem sua culpa no cartório. Nos Estados Unidos e Europa, 280kg de comida por pessoa são desperdiçados todos os anos. 

E, para a supresa de todos, as economias em desenvolvimento na África e Ásia não estão em situação muito melhor. Cerca de 160kg de comida per capita são desperdiçados na África Subsariana, enquanto 233 milhões de pessoas lutam para conseguir alimentos. Esse valor assombroso cai apenas um pouco em relação ao sudeste da Ásia: lá são desperdiçados 125kg de comida por pessoa ao ano. 

Um olhar mais atento revela os fatores que causam esse dramático desperdício de comida. No ocidente, nossos hábitos de compra inadequados, obsessão por frutas e vegetais de aparência perfeita e a inabilidade de utilizar toda a comida comprada são alguns dos motivos que explicam porque 1/3 do desperdício ocorre nas fases finais da cadeia produtiva. 

Em países subdesenvolvidos, a história é diferente, apenas 5% do desperdício ocorre na mão dos consumidores e somente 20% durante o processamento dos alimentos, a grande porção do desperdício ocorre nos primeiros estágios de produção. Esses números fazem sentido quando pensamos nas condições ruins de armazenamento, transporte e redes de distribuição de comida dos países subdesenvolvidos, que acabam expressando uma inabilidade de proteger o produto no seu caminho da fazenda até o consumidor.

O expressivo e chocante desperdício de alimentos e o número de pessoas em insegurança alimentar no mundo geram um impasse difícil de engolir. Mas este não é o único problema de jogar comida fora. O planeta também sofre.  

Desperdício de alimentos contribui para a poluição. A energia necessária para produzir alimentos, considerando também o transporte e o processamento deles em fábricas, acaba produzindo gases de efeito estufa. Além disso, a decomposição da pilha de lixo, que poderia ter sido comida, infla os lixões e produz mais gases durante sua decomposição. 

Outro impacto negativo que o desperdício de alimentos acarreta é o desperdício de água. Para jogar comida fora, mais água é utilizada. De acordo com a ONU, o equivalente ao volume de água do rio russo Volga é desperdiçado junto com a comida ao ser jogada fora. Deixar um pedaço de carne no prato é pior do que qualquer outro alimento, considerando que para produzir aquele pedacinho de carne foram necessárias enormes quantidades de grãos, água e pasto. Para produzir 1kg de grãos é necessário cerca de 1.500 L de água, 1kg de carne bovina requer 10x mais do que isso.

 A produção de alimentos é o maior impacto humano na natureza. Atualmente, ela deixa 1 milhão de pessoas sub-alimentadas e outros 2 milhões super-alimentadas, e ainda desperdiça 1/3 da produção. A produção sustentável de alimentos, tão defendida como medida para Sistemas Alimentares justos e ambientalmente sustentáveis, deve ser acompanhada pelo consumo consciente e sustentável. Esforços precisam ser feitos (e cobrados) em todas as etapas produtivas para que o desperdício seja diminuído de uma vez por todas. Uma redução de 15% do desperdício mundial de alimentos, já permite que mais 25 milhões de pessoas sejam adequadamente alimentadas. Imagine diminuir o desperdício ainda mais expressivamente!

Você está pronto para agir? Cobrar atitudes dos governos, conversar com produtores e comerciantes e reduzir o desperdício de comida na sua casa são medidas possíveis. Confira também este post que escrevemos com inspirações de ações para diminuir o desperdício de comida. Mãos à obra e chega de desperdício! 

 



postado por Ana Maria Thomaz Maya Martins em Quarta-feira, 08 de Março de 2017

Hoje, no dia 8 de março, muitas acordaram com mensagens de "parabéns pelo seu dia" no feed do facebook ou por mensagens no whatsapp e seguiram algumas tradições de comemorativas com rosas, músicas e discursos bonitos, mas que às vezes, ainda guardam algumas palavras opressoras que passam despercebidas em momentos de festa. Na verdade, o dia hoje é de muita reflexão. Que não só as mulheres, mas que todos reflitam sobre a retirada de direitos, sobre os casos de femincídio, sobre a cultura do estupro, sobre a desigualdade nos ambientes de trabalho, sobre "piadas" e discursos machistas, enfim hoje é dia de lutar por TODOS os direitos das mulheres! #nenhumdireitoamenos

E para essa discussão, o [Biblioteca do Ideias] de hoje compartilha uma cartilha com reflexões e propostas, produzida pela FIAN Colômbia com o título "O Direito Humano à Alimentação Adequada e Saudável das Mulheres: expandindo horizontes para a construção da cidadania pela".

Segundo Maria Emília Pacheco, Presidente do Consea, no Dia Internacional da Mulher devemos nos questionar sobre:

- Como atuam as mulheres na defesa e promoção da Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional?

- Que obstáculos superar para garantir a igualdade nas relações sociais de gênero?

- Que propostas e mecanismos inovar ou aperfeiçoar para a efetivação dos direitos das mulheres na Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional? 

E essa cartilha da FIAN contribui para refletirmos sobre esses questionamentos.

O documento faz parte das discussões da FIAN Colômbia que trabalha para, por e com as mulheres, com o objetivo de garantir o Direito Humano à Alimentação Adequada e Saudável(DHAA). O trabalho desenvolvido pela FIAN Colômbia busca debater com as mulheres alguns paradigmas do pensamento de caráter predominantemente eurocêntrico, totalitário e familicista, buscando desvendar as desigualdades históricas das mulheres e seu compromisso com a transformação de um sistema de opressão patriarcal, que envolve o DHAA, tal sistema é encontrado no meio de grupos armados, tráfico de drogas, apropriação de terras, de monoculturas de dendezeiros e cana-de-açúcar, de um Estado fraco, oligárquico e corrupto.

A partir dessa experiência, a FIAN produziu essa cartilha que tem como objetivo contribuir para o monitoramento do  DHAA a partir do enfoque dos Direitos Humanos das Mulheres. Busca também, além da categoria de gênero, fornecer ao leitor uma análise das experiências, lugares e diferentes sistemas (sexo / gênero, raça e classe) relacionados à alimentação, que estão ao redor das mulheres. Nesse sentido, o dcumento se afasta de posições tradicionais para avançar em uma leitura feminista da lei, colocando o patriarcado e o capitalismo como os principais obstáculos para o avanço da cidadania plena, que permite a garantia do DHAA das mulheres, de sua autonomia e soberania alimentar.

A cartilha se dirige a mulheres, líderes de organizações, Universidades e ao público em geral com interesse em acompanhar importante relação entre as mulheres e o DHAA. Ela é composta por quatro partes que tratam de questões como a situação alimentar das mulheres, os regulamentos relacionados a esse direito e como são abordados; e, por fim, sugere um instrumento que visa acompanhar o status do DHAA das mulheres e das políticas ou ações públicas relacionadas às mulheres, permitindo a exigibilidade política e social do DHAA.

O DHAA, a partir de uma perspectiva dos Direitos Humanos das Mulheres, confronta a questão da desigualdade entre os sexos em todas as escalas e dimensões sociais, econômicas e culturais para garantia do Direito Humano à Alimentação Adequada e Saudável.

Assim, a discussão sobre o DHAA das mulheres é muito mais do que estar "livre da fome" ou estar em situação de "segurança alimentar". Ela significa desfrutar de uma vida digna, em que a alimentação não é ameaçada ou restrita, e se desenvolve respeitando as decisões autônomas das comunidades e das mulheres que decidem como será seu sistema alimentar; isto é dizer o que produzem, o que trocam, de que maneira processam os alimentos, como comem, como os ciclos alimentares são recriados, e como tudo isso se desenvolve harmonicamente com as culturas, com a natureza e com o direito das gerações futuras aproveitarem também as condições necessárias para garantir o abastecimento.

Portanto, o DHAA das mulheres implica no próprio reconhecimento delas como sujeitos políticos, autônomos e dignos que participam e decidem sobre as etapas do sistema alimentar (produção, comercialização e marketing, processamento, consumo e utilização biológica), nas áreas público e privado. Exigindo assim, o acesso a uma alimentação justa e o reconhecendo como direito, assim como o acesso à saúde, à educação, à terra e ao trabalho.

As mulheres são as principais produtoras de alimentos e compõem este grupo indígenas, camponesas, operárias e trabalhadoras afrodescendentes que muito contribuem para a produção de alimentos.

Dentro dos processos de luta por sua identidade, podem persistir tensões de caráter etnocêntrico e essencialista, de caráter endógeno e exógeno, pelo direito à terra, à soberania alimentar, ao reconhecimento pela contribuição das mulheres em torno do DHAA. Atualmente, as lutas das mulheres pelo DHAA, com vistas à cidadania plena, devem ser compostas por uma diversidade de mulheres, detentoras de múltiplos saberes e que vivem nos mais diversos locais.

A luta pelo DHAA das mulheres busca expandir os horizontes da cidadania plena dentro de uma democracia que permite o reconhecimento, redistribuição e justiça para as mulheres!

Confira o documento completo aqui



postado por Marina Morais Santos em Terça-feira, 07 de Março de 2017

Durante o mês de Fevereiro, a Rede Ideias na Mesa abordou uma temática vital para o nosso futuro: Agroecologia e Sustentabilidade. E como muita coisa rolou por aqui, no post de hoje destacamos as matérias imperdíveis que exploraram esse tema! Não deixe de acessar para ler, se inspirar e agir para conquistarmos um Sistema Alimentar mais justo e sustentável. 

Para Assistir: 

[Comida na Tela] Dive - Living Off America Waste

[Comida na Tela] Mais que Mel

[Comida na Tela] OMG GMO

Para refletir:

As verdades inconvenientes que a campanha "Agro Pop" tenta esconder

As verdades inconvenientes que a campanha "Agro Pop" tenta esconder: Segunda parte

[Pensando EAN] Como o incentivo às energias renováveis pode estimular o desenvolvimento de sistemas alimentares mais saudáveis

[Pensando EAN] Preservar as sementes tradicionais para salvaguardar a biodiversidade

Para se inspirar:

[Mais que Ideias] 10 dicas para incluir orgânicos e agroecológicos na alimentação sem pesar no bolso

[Mais que Ideias] As potencialidades da Agricultura Urbana e Periurbana

[Você no Ideias] Horta em Prosa: Troca de saberes e sementes crioulas com participantes de um Centro de Convivência

[Biblioteca do Ideias] O futuro da Alimentação e da Agricultura, tendências e desafios

No mês de março exploraremos temas relacionados à cultura e patrimônio  alimentar trazendo notícias e postagens reflexivas nas colunas do blog, acompanhe nossas redes e fique por dentro! 



postado por Rafael Rioja Arantes em Terça-feira, 07 de Março de 2017

A experiência de hoje foi realizada em São Leopoldo no estado do Rio Grande do Sul e foi conduzida pela parceria entre educadores da Escola Municipal e nutricionistas da Unidade Básica de Saúde e da alimentação escolar. A ação abordou de forma dinâmica a Cultura e Patrimônio Alimentar, que é o tem do mês aqui na Rede Ideias na Mesa.

A objetivo foi conduzir um trabalho de educação permanente ao longo do ano de 2016 inserido no Projeto Político Pedagógico da escola, trabalhando com os alunos a temática da Alimentação Saudável. A escola já tinha como um de seus eixos norteadores o fortalecimento dos vínculos afetivos entre docentes e alunos. Nesse cenário acolhedor, as nutricionistas utilizaram como ferramenta para realizar as atividades o Guia Alimentar para a População Brasileira.

As atividades foram pensadas em conjunto com o público alvo. Propondo por exemplo, rodas de conversa sobre o que significava a comida e o comer para eles, fomentando o resgate do conhecimento a partir de fragmentos da história familiar e de vida. Ao longo do ano, foram feitas as seguintes atividades: “Chuva de Comida”, com o objetivo de realizar um levantamento dos alimentos consumidos habitualmente pelos alunos; “Cada alimento no seu lugar”, com a finalidade de identificar o conhecimento dos alunos sobre a classificação dos alimentos; “Quebra-cabeça dos Dez Passos para uma Alimentação Adequada e Saudável” para apresentar o instrumento de mesmo nome constante no Guia Alimentar para a População Brasileira; “Quanto tem de fruta?” com o propósito de comparar a quantidade de fruta existente nos sucos naturais e industrializados, sensibilizando quanto à diferença dos alimentos in natura e os ultraprocessados.

 

Também foram trabalhados questões como “Patrimônio Cultural”, demonstrando que os alimentos e preparações culinárias são cultivados, produzidos e consumidos pautados na herança cultural, familiar e afetiva; “Ativando os sentidos”  para oportunizar a exploração dos sentidos tato, olfato e paladar com alimentos pouco conhecidos pelos alunos, mas pertencentes à cultura alimentar local/regional. Apresentar a origem de alguns alimentos in natura ou minimamente processados; “Revisitando o território: onde tu compra tua comida?”, com o intuito de identificar na realidade local as opções de alimentos comercializados e propor uma reflexão sobre a disponibilidade encontrada, além de possíveis alternativas para uma alimentação mais saudável. Confira outras atividades que foram conduzidas na experiência completa.   

Entre os resultados  observados, as aplicadores da experiência identificaram como uma dificuldade inicial os diferentes níveis de aprendizado dos participantes, assim como as diferentes histórias pessoais de cada um dos escolares. Foram também identificados pontos positivos do processo que se deram, dentre outras razões, pelo vínculo que foi criado entre os educadores e participantes, numa relação horizontal e de empatia mútua.   

Para conferir outras fotos e a experiência na íntegra, acesse o link.    


Em 2017 vamos continuar valorizando as experiências de Educação Alimentar e Nutricional cadastradas na rede. Assim como a Vanessa Backes, você pode ter a oportunidade divulgar uma experiência aqui no Blog. Cadastre suas experiências de EAN e compartilhe com outros usuários suas vivências, ideias e desafios. Vamos fortalecer e qualificar nossas ações pelo Brasil!



postado por Rafael Rioja Arantes em Terça-feira, 07 de Março de 2017

Publicamos na última terça-feira a primeira parte do texto sobre a campanha desenvolvida pela globo em parceria com o setor do agronegócio, "Agro é Pop, Agro é Tech, Agro é tudo”. Nele, trouxemos alguns dados históricos e a retórica usada pelo agronegócio que tenta confundir o uso do que o setor chama de tecnologia, em nome do acumulo de riquezas de poucos latifundiários e empresas multinacionais - e quem paga essa conta são os agricultores, a saúde humana e o meio ambiente. Sempre sob o falso discurso de “acabar com a fome no mundo” ou sob a justificativa de gerar riquezas para o país, confira aqui.

Nessa segunda parte, damos sequência para entender da onde vem a popularidade do "Agro Pop" e porquê esse modelo de negócio "Agro(não) é Tudo”.

O Agro é Pop

Basta ter assistido por poucas vezes os vídeos da campanha criada pelos marqueteiros da globo para ter claramente registrado no subconsciente a mensagem de que o “Agro é Pop”. Mas de onde vem essa popularidade toda?

A famosa bancada do agronegócio no congresso é uma das maiores e mais poderosas. Ela é composta por nada mais nada menos do que 207 (40%) dos 513 deputados, e por 24 (30%) dos 81 senadores das casas. Eles se organizam em torno da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que se reúne todas às terças-feiras em uma casa de luxo na QL 10 do Lago Sul em Brasília. A cada encontro, são debatidos os temas do “cardápio”, como eles mesmos denominam os encontros. No último, realizado dia 21 de fevereiro, a Frente mostrou no que está de olho nas próximas semanas:

“composição das comissões permanentes para 2017, principalmente as de Agricultura, de Meio Ambiente e de Constituição e Justiça; Também merecem a atenção as comissões especiais da Reforma da Previdência e do Trabalho; Não menos importante é o Projeto de Lei 3729/04, que trata do Licenciamento Ambiental.”

Para entender de uma forma mais clara o que significa quando a Frente define suas linhas de atuação em projetos de lei e comissões, aqui vão alguns exemplos recentes: O PL 4.148 com o objetivo de retirar a identificação de transgênico dos rótulo de alimentos já chegou a ser rejeitado em uma das comissões, mas a bancada ruralista conseguiu que ele prosseguisse por outros caminhos. No ano passado a polêmica voltou à tona e o projeto de autoria do deputado Luiz Carlos Heinze (PP-RS), que já foi presidente da FPA, à circular pelo congresso. Felizmente, a mobilização da sociedade civil articulada pelo Instituto de Defesa do Consumidor conseguiu fazer com que o PL não avançasse na surdina como pretendido.

Outro exemplo de atuação da FPA se traduz no PL 3200/2015, conhecido como PL do Veneno, de autoria do deputado Covatti Filho (PP/RS), que já tem até comissão instaurada para dar andamento ao projeto. Entre as principais propostas, estão a mudança do nome de “agrotóxicos” para “defensivo fitossanitário e de controle ambiental”. Em relação a esse ponto, o Ministério Público Federal (MPF) soltou uma nota de repúdio sob a alegação:

“O termo ‘agrotóxicos’ expressa a nocividade dos produtos e é amplamente difundida e conhecida da população, ‘sendo a substituição por termo novo, na prática, ofensa aos princípios da transparência e da informação’. A alteração também confundirá a distinção entre as substâncias utilizadas nas culturas orgânicas e não orgânicas. A prática ‘é um verdadeiro greenwashing, ou seja, modificação da imagem mediante métodos que levam a pensar tratar-se de produto ecologicamente responsável’”.

O PL também propõem que o sistema brasileiro de controle e aprovação de agrotóxicos, extremamente permissivo como já abordado no primeiro texto, seja ainda mais fragilizado. Atualmente, essas decisões precisam passar pelos Ministérios do Meio Ambiente, Saúde e Agricultura representados pelo IBAMA, ANVISA e MAPA. Segundo o projeto, ficam excluídos os representantes da Saúde e do Meio Ambiente e as decisões passarão a ser tomadas apenas por uma comissão intitulada de CTNFito, alocada dentro do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento. Essas são apenas algumas das tantas “propostas” que o PL do Veneno traz. O MPF também escreveu nota contra essa proposta e o PL de maneira geral, confira.

A popularidade da bancada ruralista não vem por acaso, e aliás, ela custa caro. Os principais financiadores das campanhas destes deputados são empresas do agronegócio que chegam a investir milhões para eleger apenas um candidato. É dessa forma que se deturpa a função de um congresso cujo papel deveria ser o de legislar segundo os interesses da população, e passa a garantir os interesses das corporações, mais especificamente nesse caso, o setor do agronegócio.

As ramificações da bancada não se restringem apenas ao congresso. No começo deste ano, a escola de samba Imperatriz Leopoldinense causou um extremo desconforto no setor do agronegócio ao lançar o seu enredo “Xingu, o clamor que vem da floresta”, especificamente em relação ao trecho: “O belo monstro rouba as terras dos seus filhos / Devora as matas e seca os rios / Tanta riqueza que a cobiça destruiu”. Matéria do El País mostrou que o senador ruralista Ronaldo Caiado (DEM-GO), pré-candidato à presidência em 2018, sugeriu a criação de uma comissão temática para investigar a escola de samba ao afirmar que: “a escola ‘denegriu’ o setor (agronegócio) e difamou quem deveria ser enaltecido”.

Classificar o setor do agronegócio como “pop” é um eufemismo, o termo “Agro é Pop” é na verdade uma abreviação para definir um setor poderoso que perpetua seus interesses por meio do dinheiro.

Nem todo Agro é (mau)negócio

A propaganda “Agro-Globo” tenta popularizar o agronegócio como algo positivo e descolado, a partir da construção da imagem de que o setor é o grande responsável pela geração de empregos e pela produção dos alimentos que chagam à nossa mesa. O que não aparece na televisão no entanto são os fatos invisibilizados atrás dos números.

Em publicação recente conduzida por pesquisadores da Universidade de São Paulo (Esalq-USP), foi constatado que apenas 36% dos empregados pelo agronegócio tem carteira assinada. O dado revela o caráter extremamente informal do setor, que possuí 9 milhões de trabalhadores no segmento primário recebendo uma renda mensal média de R$ 891 na agricultura e R$ 998 na pecuária. É também do agronegócio quem vem 30% das 1.010 pessoas resgatadas em 2015 de condições análogas à escravidão.         

Em relação à produção de alimentos, o agronegócio cria mercadorias, mas quem produz os alimentos que chegam à nossa mesa são os pequenos agricultores e os agricultura familiares. Em estudo pioneiro, pesquisadores da Universidade de Minnesota criaram o primeiro Mapa de Pequenos produtores em países em desenvolvimento, e constaram que eles produzem mais da metade das calorias alimentares do planeta e convertem mais de 70% delas diretamente para o consumo humano de alimentos. Mais especificamente no Brasil, mesmo com a concentração de terras ser predominantemente em propriedades rurais classificadas como grandes ou enormes latifúndios característicos do agronegócio (acima de 15 hectares), são nas pequenas propriedades (até 5 hectares) que é cultivada a maior parte de nossa comida.   

A Agroecologia se apresenta como um modelo alternativo e real para um sistema alimentar mais saudável e inclusivo. A agroecologia é uma ciência que tem como premissa a construção de uma relação sustentável entre o homem e a terra, e apresenta características específicas como a presença da agricultura familiar, produção orgânica, pequenas propriedades, diversidade de culturas, o respeito as características locais e o comércio socialmente justo. É um sistema ecológico extremamente complexo e que se contrapõem ao modelo hegemônico do agronegócio.

No Brasil a criação da Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (PNAPO) em 2012 estabeleceu um marco. A PNAPO demandou a elaboração do Plano Nacional de Agroecoloia e Produção Orgânica (PLANAPO 2013 -2015) responsável pela consolidação da produção orgânica e agroecológica no país. Apesar da segunda edição do plano para o período 2016-2019 estar lançada, ainda há muito que avançar. O Plano identificou o papel dos pequenos agricultores para a produção de alimentos, e teve como intuito dar suporte a sistemas de produção de base sustentável com foco na agricultura familiar.

O agronegócio pode até ser “pop”, mas se um simples enredo de escola de samba já tira a bancada ruralista do sério, não restam dúvidas do porquê uma campanha com todo o aparato global precisa ser insistentemente repetida em horário nobre durante dois anos. Só assim pra sustentar através da automatização a ideia de que um sistema com acumulo de riquezas e poder nas mãos de poucos, e calcado no desmatamento e uso intensivo de agrotóxicos e sementes transgênicas é mais coerente e benéfico do que um sistema que garante a soberania e segurança alimentar e nutricional com inclusão social e preservação ambiental.


        



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