Alimentando os saberes
Postado 21/02/2017

 
Postado por
Vanessa Backes

São Leopoldo - RS
51 986268631 51 35664326
Organização/Instituição Promotora da Experiência : EMEF Francisco Cândido Xavier, SMED e UBS Padre Orestes de São Leopoldo
Área da Experiência: Consumo, Educação
Niveis Atuacao: Municipal/Local
Setor da Organização/Instituição: Público
Sujeito Idade: De 11 a 19 anos,
Número Aproximado de Participantes da Experiência : 0-50
Sujeito Caracteristica : Estudantes, Professores
Tipo Local: Unidade Básica de Saúde
Tipo Experiência: Atividade Lúdica e Artística, Aula, Dinâmica em Grupo, Exposição, Material Audio-visual, Roda de Conversa, Visita Orientada/Saída de Campo
Temática: Agricultura urbana e hortas , Alimentos ultraprocessados / alimentos industrializados, Patrimônio e cultura alimentar, Promoção da Alimentação Adequada e Saudável, Rotulagem / informação nutricional


Sobre A Iniciativa:

A professora regente da turma de 5.º ano da EMEF Francisco Cândido Xavier contatou a nutricionista da UBS próxima à escola, bem como a nutricionista da alimentação escolar, trazendo a demanda de um trabalho de educação permanente ao longo do ano de 2016 com os seus alunos, abordando a temática Alimentação Saudável, que já era contemplada no Projeto Político Pedagógico da escola. A escola já tinha como um de seus eixos norteadores o fortalecimento dos vínculos afetivos entre docentes e alunos, pretendendo, entre outros objetivos, potencializar o aprendizado por meio da confiança e créditos ao desenvolvimento de cada estudante, respeitando seu estágio de aprendizagem. Nesse cenário acolhedor, decidimos utilizar como ferramenta o Guia Alimentar para a População Brasileira.



Passo A Passo:

A construção da proposta base foi tecida com a professora e com a equipe pedagógica da escola, a fim de elencar elementos-chave da realidade da comunidade escolar e especificamente da turma. A ideia foi construir com – e não para – o público alvo. A partir do grau de compreensão sobre alimentação, decidimos iniciar com uma abordagem mais simples e generalizada acerca das funções dos alimentos (a partir da classificação em energéticos, construtores e reguladores), propondo rodas de conversa sobre o que significava a comida e o comer para eles, fomentando o resgate do conhecimento a partir de fragmentos da história familiar e de vida. A partir da dinâmica de apresentação, as seguintes atividades foram desenvolvidas, em encontros semanais:  “Chuva de Comida”, com o objetivo de realizar um levantamento dos alimentos consumidos habitualmente pelos alunos; “Cada alimento no seu lugar”, com a finalidade de identificar o conhecimento dos alunos sobre a classificação dos alimentos; “Quebra-cabeça dos Dez Passos para uma Alimentação Adequada e Saudável” para apresentar o instrumento de mesmo nome constante no Guia Alimentar para a População Brasileira; “Quanto tem de fruta?” com o propósito de comparar a quantidade de fruta existente nos sucos naturais e industrializados, sensibilizando quanto à diferença dos alimentos in natura e os ultraprocessados; “Patrimônio Cultural”, demonstrando que os alimentos e preparações culinárias são cultivados, produzidos e consumidos pautados na herança cultural, familiar e afetiva; “Ativando os sentidos”  para oportunizar a exploração dos sentidos tato, olfato e paladar com alimentos pouco conhecidos pelos alunos, mas pertencentes à cultura alimentar local/regional. Apresentar a origem de alguns alimentos in natura ou minimamente processados; “Revisitando o território: onde tu compra tua comida?”, com o intuito de identificar na realidade local as opções de alimentos comercializados e propor uma reflexão sobre a disponibilidade encontrada, além de possíveis alternativas para uma alimentação mais saudável; “O que comemos na escola”, para analisar os cardápios das refeições fornecidas na alimentação escolar e classificar os alimentos seguindo a proposta do Guia; “Visita a Horta Escolar Mãe da Terra” - PASEC-UNISINOS, com o objetivo de aproximar os escolares do cultivo do alimento; “Lendo os rótulos”, com a intenção de avaliar o teor de óleo, açúcar e sal dos alimentos mais frequentemente consumidos pelo público escolar. 



Considerações:

Ao estabelecer os primeiros contatos com os alunos identificamos que os níveis de aprendizado eram muito diversos e alguns deles apresentavam déficits muito severos, sendo que muitos não estavam completamente alfabetizados. Também havia a história pessoal de cada criança/adolescente, muitos deles em situação de vulnerabilidade social e contextos violentos, fato que impactava significativamente nas relações entre eles e também conosco.  Assim, a metodologia proposta teve que ser ajustada a essas particularidades. Inicialmente enfrentamos muita dificuldade nessa proposta, pois de um modo geral os alunos eram pouco propositivos e tinham bastante dificuldade em expressar suas ideias. Os trabalhos em grupo precisavam de muito auxílio das profissionais. Porém ao longo dos encontros fomos percebendo que passaram a se sentir mais à vontade e empoderados para exercerem maior autonomia, tanto em relação à forma de se expressarem, quanto em relação às próprias escolhas alimentares. Conseguiram se posicionar de uma maneira mais crítica e foi possível verificar que estabeleceram sentido para os conteúdos que estávamos discutindo. Identificamos que muito desse processo se deu, dentre outras razões, pelo vínculo que foi criado entre nós, numa relação horizontal e de empatia mútua. Em certos encontros continuamos a enfrentar determinados conflitos relacionados à forma agressiva que alguns estão habituados a se comunicarem, mas a participação ativa da professora durante todo o processo foi fundamental para as resoluções e também para a evolução da construção coletiva inicialmente proposta. 







Álbum de Fotos da Experiência



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