Comer bem, viver bem: arte, cultura e educação
Postado 07/02/2017

 
Postado por
Viviany Moura Chaves

Campina Grande - PB

Organização/Instituição Promotora da Experiência : Independente
Área da Experiência: Educação, Saúde
Niveis Atuacao: Federal/Nacional
Setor da Organização/Instituição: Individual
Sujeito Idade: 20 a 59 anos,
Número Aproximado de Participantes da Experiência : Não Avaliado
Sujeito Caracteristica : Outros
Tipo Local: Universidade/Faculdade
Tipo Experiência: Outros
Temática: Direito Humano à Alimentação Adequada e Segurança Alimentar e Nutricional , Gastronomia / culinária, Patrimônio e cultura alimentar, Promoção da Alimentação Adequada e Saudável


Sobre A Iniciativa:

O prazer da comida e o prazer do texto, como sugere Roland Barthes, podem ser reunidos para produzir um novo prisma para se enxergar a Nutrição. A obra Comer bem, viver bem: arte, educação e cultura possibilita ao leitor adentrar numa Nutrição movida pelos desejos, privações e por outros fatores que excedem o pragmatismo que sustenta os diagnósticos convencionais. Esse livro sintetiza os nossos primeiros passos ao compilar alguns trabalhos de conclusão de curso de alunos de graduação de duas universidades do Nordeste: Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). Os trabalhos organizam-se em três seções: na primeira apresenta-se a arte como objeto de conhecimento no estudo do fenômeno alimentar, na segunda discute-se o relevo da análise cultural na compreensão desse fenômeno, por fim, destaca-se o papel da educação alimentar e nutricional como princípio de diálogo. 



Passo A Passo:

A ideia principal da obra foi partilhar um conjunto de produções científicas de metodologias qualitativas na área da Nutrição humana, que proporcionasse reflexões sobre o que é comer e viver bem na sociedade. Portanto, foram compilados 13 Trabalhos de Conclusão de Curso, orientados pela Professora Dr. Michelle Jacob, divididos em 3 eixos temáticos: arte, cultura e educação.

Na primeira seção - Arte para comer e viver bem, Agnes félix e Raquel Vitorino propõem análises a partir de um dos escritos literários que mais influenciou a cultura ocidental: a Bíblia. As autoras analisam a relação entre alimentação e erotismo e os fundamentos da prática da comensalidade nos banquetes bíblicos, respectivamente. Viviany Chaves apresenta uma perspectiva adicional para a leitura da fome, uma análise da obra Quarto de despejo, com elementos autobiográficos de Carolina Maria de Jesus. Virgínia Motta vai no sentido oposto, o da abundância, que constrói a sociedade lipófoba, conforme denominado por Claude fischler, e propõe uma leitura da obra da gaúcha Cíntia Moscovich, Por que sou gorda mamãe?. Analis Costa, por sua vez, sai do âmbito literário e apresenta a pintura como seu material de pesquisa. Para analisar os costumes alimentares do século XIX, apresenta a obra de Édouard Manet como um modelo reduzido levistrausiano da sociedade burguesa.

Na segunda seção - Cultura para comer e viver bem, apresenta o relevo da análise cultural para a compreensão dos fenômenos alimentares locais. É dessa forma que Clébio Lima propõe uma reflexão sobre o desmonte das casas de farinha brasileiras, que Íris Costa convida o leitor a refletir sobre a padronização das práticas alimentares no festejo mais tradicional da Paraíba, o junino, e que Vanessa Nogueira questiona a ideia de tradição ao remontar a história da carne de sol em Picuí, na Paraíba, cidade nacionalmente reconhecida pela produção deste alimento.

E por fim, na terceira seção - Educação para comer e viver bem, apresenta a Educação Alimentar e Nutricional (EAN) como princípio de diálogo com o outro. Laysa Nóbrega, trabalhando com Clarice Lispector, e Rafaela Santos, com Graciliano Ramos, tentam transpor a ideia apresentada na primeira seção, que entende que a arte é objeto de conhecimento também para o desenvolvimento ações de EAN em ambientes escolares junto a crianças e adolescentes. Halana Germano e Helena Pereira tentam, a partir da reflexão sobre suas práticas, trazer elementos para pensar o fazer em EAN. Priscila Cunha, por fim, reconhecendo que a educação é um processo de corpo inteiro onde propõe, alinhada com o Marco de referência em EAN, que a culinária é um dos princípios que deve orientar nossas praticas educativas para um comer bem.



Considerações:

Acreditamos que comer bem, e logo o viver bem, passe pelo processo de aprender a partilhar, denominado por Derrida de aprender-a-dar-de-comer-ao-outro, e pelos andinos a saber dar e receber. Nutrir ideias em um livro é um gesto de partilha, de um processo que ativa a interação e, em consequência, na nutrição mútua deste jovem campo em pleno estágio de desenvolvimento. Acreditamos que esse seja o princípio de toda Nutrição Humana.




Custo da Experiência (R$): 2.500,00

Origem do Recurso/Fonte Financiadora da Experiência: Recurso próprio


Álbum de Fotos da Experiência



Biblioteca da Experiência
1 - Comer bem, viver bem: arte, cultura e educação


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