IDENTIFICANDO OS GRUPOS ALIMENTARES ATRAVÉS DE UM JOGO COOPERATIVO COM CRIANÇAS DO ENSINO FUNDAMENTA
Postado 15/06/2015

 
Postado por
Simone Cândido Braz Dias

Brasília - DF
61 33454889 61 992159542
Organização/Instituição Promotora da Experiência : UNICEUB
Área da Experiência: Saúde
Niveis Atuacao: Estadual/Distrital
Setor da Organização/Instituição: Privado
Sujeito Idade: De 0 a 10 anos,
Número Aproximado de Participantes da Experiência : 0-50
Sujeito Caracteristica : Estudantes
Tipo Local: Escola / Creche
Tipo Experiência: Atividade Lúdica e Artística, Material Impresso, Palestra
Temática: Alimentação do escolar, Promoção da Alimentação Adequada e Saudável, Outros


Sobre A Iniciativa:

O MEU PROJETO ABORDOU A  IDENTIFICAÇÃO DOS GRUPOS ALIMENTARES ATRAVÉS DE UM JOGO COOPERATIVO COM CRIANÇAS DO ENSINO FUNDAMENTAL DE UMA ESCOLA PARTICULAR DO DF. O QUE ME MOTIVOU A DESENVOLVÊ-LO FORAM AS AULAS MINISTRADAS PELA PROFESSORA ÉRICA PORTO (UNICEUB) E PELO APOIO E RETOQUE DA PROFESSORA NATALHIE SOARES (UNICEUB), ACREDITANDO QUE OS PADRÕES ARCAICOS NÃO FUNCIONAM MAIS E QUE OS JOGOS LÚDICOS SÃO BEM MAIS ABSORVIDOS E ASSIMILADOS PELAS CRIANÇAS, PRINCIPALMENTE EM RELAÇÃO À ALIMENTAÇÃO.

OBJETIVO GERAL DO MEU TRABALHO FOI FORNECER ORIENTAÇÃO SOBRE GRUPOS DOS ALIMENTOS E HÁBITOS ALIMENTARES  POR MEIO DE UM JOGO COOPERATIVO COM CRIANÇAS ENTRE 8 E 10 ANOS DE IDADE, DE UMA CRECHE PARTICULAR DO DISTRITO FEDERAL.



Passo A Passo:

 

O presente estudo foi de caráter transversal, realizado com crianças de 9 anos, do 3º ano do ensino fundamental. A atividade desenvolvida teve o seguinte tema:  “Identificando grupos de alimentos” e foi elaborada em formato de Plano de Aula (Apêndice A).

 Foram apresentados em salas de aula papéis impressos com dizeres: Alimentos Construtores, Alimentos Energéticos e Alimentos Reguladores (Apêndice B). Após explicação sobre a importância de cada grupo dos alimentos citados acima, com base no Guia Alimentar para População Brasileira, foram apresentadas frutas, legumes e verduras de materiais em espumas (Apêndice C), e coladas ao redor dos cartazes de seus respectivos grupos alimentares, com ajuda das crianças.

Foi aplicado então um jogo cooperativo para melhor assimilação do conteúdo explicado. A turma foi dividida em grupos (1 grupo de 4 e 2 grupos de 3), cada grupo escolheu seu representante. A estagiária orientou que cada grupo fizesse a observação dos grupos já montados no quadro.  Após observação, os alimentos foram trocados de grupos, perfazendo assim 8 erros. Cada grupo, na sua vez, teria a missão de apontar um erro e concertá-lo. A turma era questionada quando o grupo terminasse de apontar seu erro, caso persistisse os erros os colegas dos outros grupos poderiam ajudar. O jogo termina quando os 8 erros são descobertos. Ao final do jogo a estagiária de Nutrição mostrou a turma um prato com alimentos em resina como exemplo de um almoço saudável e colorido composto pelos grupos dos energéticos, construtores e reguladores e os questionou quem conseguiria montar um prato saudável no almoço composto por todos os grupos dos alimentos.

O jogo cooperativo não tem como objetivo a competição, por isso não há perdedores. Como houve ajuda mútua, todas as crianças foram consideradas vencedoras. Desta forma, ganharam um certificado de “Aprendiz Mirim de Nutricionista” (Apêndice D) com frases motivacionais.

Os resultados foram coletados através de observação no refeitório durante o almoço. Observou-se os gestos, falas e mudanças de hábitos. Efeito positivo e efeito negativo, foram anotados durante a observação para que seja avaliado os resultados da intervenção. Observar alterações de hábitos alimentares, ou a inclusão de alimentos saudáveis que antes não fazia parte das suas refeições. Encorajar a experimentação de alimentos variados, sempre os motivando para que escolham os grupos alimentares nas refeições.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



Considerações:

Os resultados da palestra sobre os grupos alimentares e a aplicação do jogo cooperativo, realizados com a turma do 3º ano do ensino fundamental, atingiram os objetivos desejados. As crianças foram capazes de identificar sem dificuldades os grupos alimentares e montar um prato saudável com alimentos em resina.

Durante a explanação, notou-se bastante excitação das crianças, querendo participar ativamente com perguntas. Algumas crianças disseram que comiam alimentos de todos os grupos. Outras mostraram rejeição por alguns legumes e verduras. Os questionamentos foram bem variados, com perguntas sobre gordura trans e saturada. Chamou à atenção perguntas que foram feitas por mais de um aluno a respeito da bebida energética “red bull “, questionando se essa fazia parte do grupo dos alimentos energéticos. As crianças referiram que os pais adicionavam bebidas energéticas em refrigerantes e ofereciam aos filhos. Foi explicado de maneira lúdica que certas bebidas não são indicadas para crianças e que os alimentos energéticos in natura têm mais nutrientes e são bem mais saudáveis.

Após a palestra foi aplicado um jogo cooperativo dos 8 erros para melhor assimilação do conteúdo explicado. Os jogos cooperativos são utilizados tanto no esporte, como em outros espaços da vida social. O principal objetivo é criar oportunidades para o aprendizado cooperativo. É papel do educador transformar bons hábitos alimentares em momentos de prazer, seja através de jogos, brincadeiras, projetos de hortas, culinária ou outras atividades. Observou-se que ao participarem do jogo cooperativo, as crianças estavam bem mais unidas e se ajudavam mutuamente. A rivalidade não estava presente em nenhum momento do jogo, o que confirma a maior eficácia deste tipo de jogo em relação ao competitivo. Nota-se neste tipo de jogo competitivo a trapaça e as brigas frequentes.

Concluído o jogo cooperativo, as crianças fizeram uma roda no chão com a estagiária e montaram um prato de almoço colorido e saudável com todos os grupos dos alimentos. Foi um momento bem animado, onde as crianças se interessaram bastante em ajudar na montagem do prato, relatando quais alimentos havia em suas casas e seus gostos e preferências pessoais. Souberam explicar com clareza a qual grupo pertenciam os alimentos apresentados. No final da dinâmica, as crianças foram empoderadas com um certificado que lhes dava o título de aprendiz mirim de nutricionistas. As crianças ficaram bastante motivadas e felizes com o certificado e perguntaram se eram a única turma que havia recebido o mesmo. Foi explicado que eles foram escolhidos a primeira turma a receber o certificado e que por esse fato estavam aptos a ensinar às outras crianças sobre alimentação saudável.

Durante uma semana, observou-se o comportamento das crianças durante o almoço no refeitório. Foi analisada, num primeiro momento, a composição do prato. A maioria das crianças apresentaram pratos coloridos e faziam questão de ir até a estagiária para mostrar a composição dos mesmos. As crianças eram parabenizadas e incentivadas a propagar o que aprenderam, induzindo os colegas a complementar o prato. As crianças que não colocavam salada eram abordadas com o cartaz usado na palestra e convidadas a observar o próprio prato e dizer se estavam presentes todos os grupos de alimentos. Algumas crianças, após a abordagem, levantavam discretamente e voltavam à mesa com alguns legumes ou verduras no prato. Novamente eram parabenizadas e aplaudidas. Era gratificante observar a forma como ficavam felizes em mostrar o que aprenderam. O grupo reunido discutia a respeito dos grupos dos alimentos e esclareciam as dúvidas com a estagiária. As dúvidas eram a respeito de alimentos presentes no almoço e que não foram citados no momento da palestra. A estagiária aproveitava a oportunidade para mostrar a variedade de alimentos e consolidar os conhecimentos sobre a palestra dada em sala de aula.

Um outro fato importante observado nos resultados foi a influência dos pais na mudança de comportamento alimentar dos filhos e em suas escolhas alimentares. Quando questionados sobre o certificado, se haviam colocado na geladeira de casa e ensinado os adultos, houve uma reação surpreendente de uma das crianças. Ela contou que quando ela falou do certificado, a mãe ficou nervosa e disse que não gostaria que ela falasse sobre aquilo novamente. Após um curto prazo de tempo, a estagiária voltou a mesa da criança, que se encontrava sozinha e a questionou o motivo pelo qual a mãe ficou chateada com ela. A criança respondeu que a mãe não gostava de verduras e legumes, porém adorava carnes. Segundo relato da nutricionista responsável, a criança, pai e mãe apresentam sobrepeso. Em questionário preenchido pela mãe, esta se mostra preocupada com o peso excessivo da filha.            

A abordagem com as crianças sobre alimentação saudável com aplicação de um jogo cooperativo, proporcionou um momento prazeroso com a socialização das crianças. Promover a adoção de hábitos alimentares saudáveis nesta fase é o momento propício para a aquisição de comportamentos positivos frente aos alimentos, proporcionando ampliação dos conhecimentos.

 

 

 







Álbum de Fotos da Experiência



Biblioteca da Experiência
1 - PLANO DE AULA


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